Você já pode baixar no Voando Baixo o podcast Por dentro dos Boxes, feito por mim e Tiago Mendonça, jornalista especializado em automobilismo e que faz parte da equipe que produz o anuário "Automotor", do Reginaldo Leme. Nesta semana, projetamos o GP do Bahrein de Fórmula 1, além de comentar a MotoGP com Fausto Macieira, comentarista do SporTV, Fórmula Indy e Stock Car. Para participar, é só mandar um e-mail para pordentrodosboxes@globo.com, com nome e telefone. Confiram!
Achei esse comercial de Fernando Alonso no Youtube. A Renault, nova contratante do espanhol, não perdeu tempo e já colocou um comercial com o bicampeão no ar. O mote é a mudança de carro e de humor de Alonso. É hilário.
A primeira etapa da IndyCar Series (a Fórmula Indy), em Homestead, não teve tantas emoções assim. Scott Dixon, neozelandês da Chip Ganassi, dominou quase toda a corrida, mas tinha perdido a liderança no terço final para Tony Kanaan, da Andretti-Green, que abriu uma vantagem de mais de dois segundos. Mas, a sete voltas do fim, Ernesto Viso, estreante, rodou e atingiu o carro do brasileiro. Tony ainda se manteve na pista com a roda dianteira direita torta durante o período de bandeira amarela. Mas a relargada foi dada na volta 198 e Dixon recuperou a ponta após o brasileiro ser chamado aos boxes pela direção de prova.
Helio Castroneves, que se estranhou com Kanaan durante a prova, ainda foi o quarto. Os outros brasileiros, oriundos de equipes da Champ Car, ficaram mais atrás. Mas o fato é que a volta da Fórmula Indy, a longo prazo, promete movimentar os monopostos nos Estados Unidos. Mas são necessários trabalho sério e boas corridas. Outra boa notícia foi a volta da Indy Lights, no lugar da Indy Pro Series. E na primeira prova, a brasileira Bia Figueiredo, que disputava sua primeira corrida em oval, foi a sétima colocada.
Alegria do 'triste'
Na segunda corrida da MotoGP, em Jerez de la Frontera, deu Dani Pedrosa. O triste aproveitou a Honda feita sob medida para ele e voou dentro de casa. Ele superou a dupla da Yamaha, com Valentino Rossi e seu rival histórico Jorge Lorenzo, o "Lorenshow". Casey Stoner, então líder do campeonato, fez uma péssima corrida com a Ducati e foi só o 12º, após duas saídas de pista.
O Voando Baixo publica mais uma edição GP do Internauta. Quem tiver fotos em corridas de Fórmula 1 em qualquer lugar do mundo (no Brasil também vale!), pode mandar para o blog. Todo domingo, durante as férias da categoria, vamos publicar as melhores imagens. Para participar, é só mandar as fotos para blogvoandobaixo@globo.com, junto com a história delas. As melhores serão publicadas.
Estas foram enviadas por Marcos Godoy, que mora em Assis, São Paulo:
"Esta foto foi tirada no ano de 2002, no GP da Inglaterra, em Silverstone. O circo lá é um barato. Já estive em Montmeló, Espanha; Imola, San Marino; Monte Carlo, Mônaco; além, é claro, do nosso Interlagos, em Sampa. De todos que tive o privilégio de visitar, Silverstone foi a mais interessante por causa da proximidade com as máquinas voadoras. Naquela ocasião pude estar bem próximo delas, eles deixavam até entrar nos carros, um barato. Toquei em McLaren, Ferrari, Jordan, Renault, foi demais. Para quem é apaixonado por Fórmula 1, valeu muito o passeio."
A partir da próxima semana, o GP do Internauta será publicado nas manhãs de domingo, antes das corridas da Fórmula 1.
Ouvi muito esta pergunta na sexta-feira, principalmente de quem não acompanha a Fórmula 1. Por isso, resolvi escrever o post desta forma. Jean-Marie Balestre, ex-presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), morreu nesta quinta-feira na França. Para quem não o conhece, o dirigente francês ganhou notoriedade no Brasil na disputa do campeonato da Fórmula 1 de 1989, quando não escondeu sua preferência por Alain Prost quando ele brigava com Ayrton Senna pelo título (a foto acima, à direita, mostra o pódio do GP da Bélgica de 89, quando Balestre ignora Senna e levanta os braços de Prost e Nigel Mansell).
O ápice desta "ajuda" foi no GP do Japão de 1989, quando Prost jogou o carro contra Senna na chicane "Triangle". O francês saiu do carro, mas o brasileiro continuou na corrida, voltando à pista por um atalho. Ele teve de voltar aos boxes, trocar o bico avariado e ultrapassar Alessandro Nannini, da Benetton, na mesma curva. Senna venceu a prova e se manteria vivo no campeonato, não fosse a canetada de Balestre, que desclassificou o brasileiro e deu o título a Prost. Só que o uso deste atalho era permitido aos pilotos, desde que seus carros estivessem em posição perigosa, o que era o caso naquele momento.
A crise continuou, Senna deu uma coletiva manifestando sua insatisfação com aquela decisão e atacando Balestre. O dirigente, então, ameaçou cassar a superlicença do brasileiro a menos que ele se desculpasse publicamente. Após muitas negociações, inclusive com a presença de Ron Dennis, chefe de Senna à ocasião, ambos chegaram a um acordo e o brasileiro pediu desculpas para poder correr em 1990. Mas a batalha com Balestre não estava encerrada.
Senna e Balestre entrariam em atrito mais uma vez no Japão. Em 1990, Senna chegava a Suzuka em ótimas condições para levar o título. Para completar, ele ainda marcaria a pole position para a corrida. Só que Balestre determinou que o pole largaria pelo lado sujo da pista, contrariando o que acontece em todos os circuitos do mundo. Senna protestou, mas nada foi feito. Resultado: na primeira curva, uma das mais rápidas do circuito, o brasileiro deu o troco a Prost e jogou seu carro em cima do rival. De uma forma pouco elegante, o brasileiro levou o bicampeonato da F-1.
Balestre deixou a presidência da FIA em 1993. Antes, ele já tinha dirigido a Fisa (Fédération Internationale du Sport Automobile - Federação Internacional de Automobilismo) entre 1979 e 1991. Ele também foi agente duplo do nazismo de Adolf Hitler infliltrado na Resistência Francesa na Segunda Guerra Mundial. Após o fim do conflito militar, ele lançou a revista "Auto-Journal", sobre automobilismo.
No Brasil, Balestre é lembrado pela rixa com Ayrton Senna. Mas o francês também foi responsável por um grande aumento da segurança na F-1. Ele implementou os crash-tests (testes de impacto) nos carros da categoria, além de acabar com os motores turbocomprimidos no fim de 1988. Balestre foi um dos poucos a bater de frente com Bernie Ecclestone, chefe comercial da categoria. Os dois chegaram a um acordo, após a F-1 quase chegar a um racha. A FIA ficaria responsável pela parte esportiva e a Foca (Formula One Constructors Association - Associação dos Construtores da Fórmula 1 - hoje FOM - Formula One Management), pela parte comercial.
Crédito: Divulgação McLaren, Williams e BMW Sauber
por Alexander Grünwald
Um grid de Fórmula 1 é como uma festa de aniversário. O apagar das luzes, que dá a largada para cada corrida, é como o momento em que o aniversariante apaga as velinhas. Dali em diante, todos fazem muito barulho, há gente que se empolga além da conta, até que em determinado momento vem a inevitável pergunta: quem vai ganhar o primeiro pedaço? O que consegue fazer isso – comer o bolo ou cruzar a linha de chegada – antes dos demais é festejado, em geral efusivamente.
Ainda comparando, imagine que aqueles 22 marmanjos compareçam a 18 festas ao longo do ano. Há chance dos 22 ganharem o primeiro pedaço? Matematicamente, não. E o que acontece na prática, quase sempre, é um pouco pior. O privilégio de receber os aplausos fica restrito a uns quatro ou cinco caras, e olhe lá.
A diferença é que, volta e meia, alguém fura a ‘patotinha’ e conquista seu pedaço. Uns transformam isso em hábito, passam a ganhar regularmente, enquanto outros se lambuzam uma ou duas vezes, para depois se contentarem com as sobras dos bolos alheios.
Entre os 22 convidados para as festas de 2008, há nove que tiveram a honra de ganhar o primeiro pedaço ao menos uma vez. Privilégio que os outros 13 ainda alimentam, com diferentes graus de esperança. O fato é que alguns deles, pelo andar da carruagem, mais dia menos dia vão abocanhar o seu. A questão é: quem será o próximo a conseguir?
A fila aponta alguns favoritos, como Nick Heidfeld e Robert Kubica. Um está na categoria há anos, e o outro tem pouco mais de um ano de carreira. Mas a boa fase da BMW Sauber – que também busca sua primeira vitória – pode dar a um deles a oportunidade de ganhar o primeiro pedaço ainda neste ano.
Outros que já se preparam para ganhar os aplausos dos demais convidados são Heikki Kövalainen e Nico Rosberg. O finlandês guia uma McLaren, que nesta temporada já venceu uma corrida nas mãos de Lewis Hamilton. Já a tarefa de Nico é mais difícil. A outrora campeoníssima Williams, por enquanto, ainda festeja o fato de voltar a freqüentar os pódios.
De qualquer forma, é bom ficar de olho naquela turma que, neste momento, beberica um refrigerante nos fundos do salão. Pode até não ser neste ano, mas que ninguém se surpreenda se, após alguma bandeirada, esta gurizada ganhe seu primeiro pedaço.
O jornalista Alexander Grünwald é produtor do programa Grid Motor, do SPORTV, e dono do Grün Blog. Ele escreve neste espaço todas as sextas-feiras.
O 32º "Que GP é esse?" foi fácil. Mais de 200 internautas responderam o desafio e 98 acertaram na íntegra. Vamos ao gabarito: Martin Brundle, MRD Brabham-Judd BT58, no GP de Mônaco de 1989, em Monte Carlo. O inglês chegou em sexto, duas voltas atrás do vencedor Ayrton senna, da McLaren-Honda.
Eis os acertadores:
1 - Guilherme Morais 2 - Marcelo Rezende 3 - Marcelo Viglio 4 - Alexandre Pessutti 5 - Tiago Florêncio 6 - Flávio Nogueira 7 - Aderson 8 - Thiago Przybylovicz 9 - Emerson Melero 10 - Fausto Filgueira Barral 11 - André Leme Cancegliero 12 - Luciano Balarotti 13 - Antonino 14 - Guilherme Walicek 15 - Rafael Dellevedove 16 - Rafael Batista 17 - Giovanni Tonon 18 - Juarez Teixeira 19 - Wagner Generoso 20 - Leonardo Petricelli 21 - João Felipe 22 - Rafael Pestana 23 - Pablo Drumond 24 - Carlos Franco 25 - Pezzolo - http://plogdopezzolo.blogspot.com 26 - Manoel Barros 27 - Raphael Placido 28 - Dejair Espindola Jr. 29 - Marcelo Mason 30 - Daniel Médici 31 - Rodolfo 32 - Luiz Fernando Novaes 33 - Oscar Zveiter 34 - Thiago Pessoa 35 - Rianov Albinov - http://f1nostalgia.blogspot.com/ 36 - Pedro Mendes 37 - Hugo Santiago 38 - Fillipi Palmieri 39 - Richard Figueredo 40 - Affonso Pazzini Junior 41 - Tiago Mendonça 42 - Paulinho 43 - Fábio Azevedo Silva 44 - Adam 45 - David Smith 46 - Mauro Tavares 47 - Willian 48 - Felipe Oliveira 49 - Adriano Osellame 50 - Robson Cechinel - http://robsoncechinel.blogspot.com/ 51 - Vinicius Neto 52 - Francisco Siqueira 53 - Rossano e Edil 54 - Alex Moreno 55 - Ale 56 - Rats 57 - Patrick Speck 58 - Leonardo Freitas BH 59 - Sérgio Mazola 60 - Henrique Adrião Cruz 61 - Gabriel Lima 62 - Marcelo Fera 63 - Eduardo da Silva Santos 64 - Eduardo Bezerra 65 - Fábio 66 - Vinicius Santos 67 - Luciano Medalha 68 - Francisco Amaral - http://www.velocidadevirtual.com/gpclassic/ 69 - Rodrigo Mattar - http://sacovaziodegatos.blogspot.com 70 - Regys Silva 71 - Claudio 72 - Eugenio Pacelli Jr. 73 - Adriano Santi 74 - João Victor Moretti 75 - Ide Japão 76 - Marcelo Nunes 77 - Alexandre Antonio C. Faria 78 - Luiz Pacheco 79 - Rodrigo Quitete 80 - Pedro Maeski 81 - Antônio Tigre 82 - Cláudio Felipe 83 - Gustavo Rocha 84 - Gustavo Y. Ohashi 85 - Carlos A. Durra 86 - Marcelo Zucatelli 87 - Marcel Kato 88 - Daniel Mello 89 - José Carlos dos Santos 90 - Renato Rodrigues 91 - Jean Carlos Vieira de Almeida 92 - Daniel Paulo Carraro 93 - David Smith 94 - Sérgio Serrano 95 - Sidnei Masayuki Morishima 96 - Milton Kanai 97 - Diogo Boegershausen 98 - Júnior
Foi uma sensação diferente, sem dúvidas. Interlagos sempre foi um dos melhores lugares para mim e para os amantes do automobilismo. Mas não posso negar que hoje foi diferente. Afinal, é a primeira vez em que venho ao autódromo paulista desde o acidente com Rafael Sperafico, em dezembro do ano passado. As cenas ainda estão presentes na memória, mas temos que tocar a bola, dar mais uma volta. É difícil sim, mas é o esporte que amamos.
Tudo isso passou pela minha cabeça no momento em que adentrei o paddock dos testes da Stock Car. Mas, ao encontrar os pilotos e os companheiros da sala de imprensa, vemos que nada mudou. A paixão pelo automobilismo continua intacta. Sabia que este reencontro seria um desafio para mim; ter vivido (e coberto) uma tragédia foi uma experiência nova. Mas nada seria capaz de acabar com a paixão que tenho por isso. É meu trabalho, sem dúvidas, e é muito bom trabalhar com algo que se gosta. E isso nunca vai acabar.
A ultrapassagem de Nick Heidfeld sobre David Coulthard e ninguém menos que Fernando Alonso no GP da Malásia foi a melhor do ano até agora. Imediatamente lembrei de duas ocorridas na temporada 2000: Rubens Barrichello sobre Michael e Ralf Schumacher, no GP da Espanha; e Mika Hakkinen sobre Michael Schumacher e Ricardo Zonta, na Bélgica. Em comum, a presença do heptacampeão (na época, a caminho do tri). Mas foram lances sensacionais.
Você já pode baixar no Voando Baixo o podcast Por dentro dos Boxes, feito por mim e Alexander Grünwald, produtor do Grid Motor, programa do canal SporTV, dono do Grün Blog e colunista do Sexta Marcha aqui no Voando Baixo. Nesta semana, comentamos tudo sobre o GP da Malásia de Fórmula 1. Para participar, é só mandar um e-mail para pordentrodosboxes@globo.com, com nome e telefone. Confiram!
Humor espanholNo pré-corrida da Telecinco, TV espanhola que transmite a F-1, é exibido um resumo da corrida anterior muito bem-humorado. Vi esse vídeo no ótimo blog Guard Rail da amiga Priscila Bar, que mora nas Ilhas Canárias, na Espanha.
Vamos começar as avaliações do GP da Malásia, segunda etapa da temporada 2008 da Fórmula 1. Primeiro, os vencedores dos Troféus Fangio e Tartaruga de melhor e pior do fim de semana:
Melhor:Robert Kubica, da BMW Sauber, que foi perfeito durante todo o fim de semana. Além de fazer uma excelente largada, foi consistente durante toda a corrida. Não tinha carro para ameaçar Raikkonen, mas não foi incomodado por Kovalainen.
Pior:Felipe Massa, da Ferrari, que cometeu um erro bobo após a metade da corrida e abandonou a prova. O brasileiro está agora em situação complicadíssima dentro da equipe e vai precisar ralar muito para superar Kimi Raikkonen.
Avaliação das equipes:
A equipe italiana teve um carro perfeito durante todo o fim de semana. No treino, domínio da primeira fila e na corrida, uma potencial dobradinha, que não foi concretizada pelo erro de Felipe Massa.
A BMW Sauber consolidou na Malásia o bom desempenho obtido no GP da Austrália. Mais um segundo lugar e a prova de que a equipe tem potencial para incomodar McLaren e Ferrari na briga pela vitória em algumas corridas.
A equipe japonesa comprovou a tradição de bons desempenhos em Sepang. Mas, muito mais do que isso, mostrou que tem um bom carro. Trulli foi perfeito e Glock ainda precisa de mais regularidade na corrida.
Dois pilotos na zona de pontuação, mas a expectativa era de resultados melhores. Apesar da punição no treino de sábado, seus pilotos não chegaram nem perto de brigar pela vitória com a Ferrari.
Melhorou em relação ao GP da Austrália, com o sétimo lugar de Mark Webber. Mas poderia ter colocado seus dois carros entre os oito, não fossem alguns problemas no carro. Tem potencial para evoluir muito neste ano.
A evolução em relação à temporada passada é notória. Apesar de não ter pontuado na Malásia, conseguiu um desempenho consistente na prova, com o décimo lugar de Jenson Button e o 13º de Rubens Barrichello.
Sofreu muito na Malásia com um carro ruim. Os pilotos tiveram bons desempenhos: Fernando Alonso fez milagre e conseguiu a oitava posição. Nelsinho Piquet também foi bem e completou a prova em 11º.
Mostra boa evolução, principalmente com Giancarlo Fisichella. O carro da equipe anda bem nos treinos e ainda precisa de mais consistência durante as corridas.
Após um excelente desempenho em Melbourne, a Williams decepcionou em Sepang. Nico Rosberg, pódio na Austrália, sequer foi até à superpole no treino. E na corrida, seus carros apenas bateram ponto.
A equipe não teve o bom desempenho mostrado na Austrália. Sebastien Bourdais saiu da prova logo no início, enquanto Sebastian Vettel teve problemas no motor. Apesar de usar o carro do ano passado, precisa trabalhar mais a confiabilidade.
Fez o que podia: terminou a corrida na Malásia com seus dois carros. Mas, com um carro defasado, é tudo o que a equipe pode esperar no resto desta temporada.
O Voando Baixo publica mais uma série especial de wallpapers. Após os carros desta temporada e do calendário, os homenageados agora são os vencedores de 2008 da Fórmula 1. Os dois primeiros são Lewis Hamilton (Austrália) e Kimi Raikkonen (Malásia) e foram idealizados pelo amigo Mauricio Ribeiro, que trabalha na Editoria de Arte do GLOBOESPORTE.COM.
Para baixar o wallpaper, é só clicar na imagem com o botão direito de seu mouse e escolher a opção "Salvar destino como".
Com o erro na volta 31 do GP da Malásia, Felipe Massa está na pior situação possível dentro da Ferrari. Após duas corridas na temporada 2008, ele já está 11 pontos atrás de Kimi Raikkonen, seu companheiro, e ainda não completou uma prova no ano. Para piorar, a imprensa italiana está em seu encalço e já especula a substituição do brasileiro para 2009. E Massa que fique esperto: os boatos vão aumentar ainda mais após a prova em Sepang.
A postura do brasileiro de não admitir erros também joga muito contra. Em seu retorno aos boxes, Massa falou rapidamente apenas em inglês e não deu papo para os jornalistas. Depois, disse que algo deu errado em seu carro, em vez de admitir a escapada. O brasileiro parece ter cometido a mesma falha do GP da Austrália, quando acelerou rápido demais e perdeu o carro na primeira curva da primeira volta.
Se continuar assim, o apelido dado por Eduardo Corrêa, autor do livro "Pela glória e pela pátria" e colunista do site GP Total, vai pegar. Qual seria? Nigel Massa.
Com Raikkonen, muita facilidade Kimi Raikkonen assumiu a ponta logo após a primeira rodada de pit stops e fez uma corrida tranqüila. Com um carro claramente superior ao da concorrência, o finlandês abriu uma boa vantagem e ganhou com facilidade. Robert Kubica, da BMW Sauber, foi o segundo, também sem ser ameaçado. A equipe alemã se consolida cada vez mais como a terceira força na Fórmula 1 e pode beliscar uma ou outra vitória na temporada.
A McLaren não foi bem na Malásia, mas ainda conseguiu um terceiro lugar com Heikki Kovalainen. A equipe não foi páreo para a Ferrari e ficou bem atrás, ao contrário do que aconteceu na Austrália. Lewis Hamilton teve problemas em sua primeira parada e só conseguiu o sexto lugar. Mas o inglês cometeu alguns erros durante a prova.
Os outros brasileiros também não foram bem. Em que pese a evolução do desempenho em relação a Austrália, Nelsinho Piquet só chegou em 11º. Seu grande problema foi o treino classificatório, onde ficou bem distante de Fernando Alonso, seu companheiro. Nas outras sessões, ele esteve perto do espanhol. Já Rubens Barrichello, da Honda, foi o 13º, após ser punido de novo, desta vez por sua culpa. Ele ultrapassou o limite de velocidade nos boxes em sua segunda parada.
Repórter de Fórmula 1, Stock Car e Esporte a Motor do GLOBOESPORTE.COM desde maio de 2006. Nascido no Rio de Janeiro, formado em jornalismo na PUC-Rio, começou a cobrir eventos automobilísticos em 2004. Trabalhou dois meses no site LANCENET! e mudou-se, em seguida, para a Revista A+ do diário LANCE!, onde ficou durante um ano e dois meses.