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  1. 22/03/2008 11:01

    Show de Massa e decepção da McLaren

    Crédito: Reuters

    O cenário em Sepang é exatamente o inverso do visto em Melbourne: Ferrari no topo e McLaren com problemas. Felipe Massa voou e fez uma volta sensacional na superpole; Kimi Raikkonen, por sua vez, não foi tão bem, mas garantiu a segunda posição. Já os pilotos da equipe inglesa tinham fechado a segunda fila: Kovalainen em terceiro e Hamilton em quarto. Foi aí que os problemas começaram a aparecer para a McLaren.

    Se não foram mecânicos, tiveram efeito tão devastador quanto. Kovalainen e Hamilton perderam cinco posições por bloquear Nick Heidfeld, da BMW Sauber, e Fernando Alonso, da Renault. Os dois reclamaram e os comissários puniram - de forma justa, diga-se de passagem. Em oitavo e nono, o finlandês e o inglês vão ter de ralar para conseguir posições melhores na corrida. E a McLaren não larga a urucubaca!

    Sobre os outros brasileiros, ambos foram eliminados na segunda parte do treino classificatório. Nelsinho Piquet, que melhorou bastante nos treinos livres, deu uma cochilada na classificação e foi apenas o 13º. Já Rubens Barrichello sofreu com problemas de câmbio na sessão matinal deste sábado e perdeu tempo para trabalhar o acerto para a pista malaia. Resultado: ficou três posições atrás de Jenson Button, seu companheiro de equipe.

    A corrida será disputada às 4h (de Brasília) e promete muito. A previsão do tempo é de tempestade no meio da prova, de acordo com o site oficial da Fórmula 1. Mas é bom lembrar que durante o treino classificatório, os avisos sobre o tempo se contradiziam a toda hora. Como será na corrida? Não sei, mas adoraria ver uma corrida no molhado sem o controle de tração. Aí o talento seria o essencial.

    Rafael Lopes

  2. 22/03/2008 03:01

    Lances de Sepang

    Crédito: Divulgação

    Camiseta engraçadinha de Alonso


    Os pneus que podem decidir a corrida


    Os chifres da BMW Sauber

    Rafael Lopes

  3. 22/03/2008 02:20

    Ferrari ou vidro de catchup?

    Crédito: Montagem de Mauricio Ribeiro sobre foto da EFE

    Todos criticaram a nova pintura da Ferrari para este ano. Além do horroroso código de barras na lateral, a impressão na TV e nas fotos é que o tom de vermelho também está diferente. Ele está muito mais próximo da cor do catchup do que do tom clássico da Ferrari.

    E o disfarce do patrocínio na lateral ainda contribui mais para a semelhança, por causa do código de barras. Horroroso.

    Rafael Lopes

  4. 21/03/2008 10:56

    Calor na concorrência

    Crédito: Reuters

    As corridas em Sepang, na Malásia, sempre são marcadas pelo tempo quente e úmido do local. Mas a preocupação maior para as concorrentes da McLaren é Lewis Hamilton. Nesta sexta-feira, ele foi o melhor dos treinos livres ao superar Felipe Massa nos cinco minutos finais do segundo treino. O inglês trabalhou nos ajustes de seu carro e visivelmente encontrou um bom acerto. Mas acredito que a Ferrari vai dar trabalho ao inglês na classificação e na corrida.

    Outro bom destaque foi a quarta posição de Jenson Button, da Honda. É mais um bom indício de que a equipe japonesa tem um carro com muito potencial para este ano. Rubens Barrichello foi o 12º no combinado dos dois treinos, mas usou outro programa de treinos. No sábado, eles não vão estar tão na frente, mas brigarão para entrar na superpole.

    A Renault, por sua vez, foi rápida no treino da manhã e mais lenta à tarde. Acredito que a equipe francesa se preocupou com acertos diferentes nas duas sessões. Na primeira, ambos se concentraram em dar voltas rápidas, enquanto na segunda a preocupação foi com os trechos mais longos de prova. Mais uma vez, o desempenho da equipe francesa será uma incógnita.

    Rafael Lopes

  5. 21/03/2008 02:15

    Deboche espanhol

    Crédito: Divulgação

    por Alexander Grünwald

    A grande final da temporada 2007, em Interlagos, foi inesquecível por diversos aspectos. A corrida, que mais parecia um roteiro escrito em Hollywood, mesclou ingredientes de um bom filme, com generosas doses de ação, suspense, drama e até comédia.

    Um dos pontos altos do fim de semana estava contido justamente no sorriso debochado de Fernando Alonso no pódio paulistano. Nem parecia que ele havia acabado de perder a chance de se tornar o mais jovem tricampeão da história, apenas o terceiro competidor de todos os tempos a faturar três campeonatos consecutivos.

    Naquele terceiro lugar, ao lado do novo campeão Kimi Räikkönen, o espanhol enxergava a festa ferrarista, enquanto pensava nas lamúrias de Ron Dennis e Lewis Hamilton, que conseguiram perder o campeonato mais ganho dos últimos anos. A cerejinha do bolo pousara no erro do inglês durante a prova, esbarrando no botão do 'neutro' enquanto mexi no volante.

    Brigado com o chefe e francamente disposto a ver o companheiro de equipe derrotado, Alonso nem esboçou frustração pelo título perdido por ele próprio. A derrota alheia era um acontecimento suficientemente irônico para ele se manter sério ou triste naquele momento. E, por isso, mal conseguiu segurar o riso quando recebeu seu troféu.

    Passadas as férias entre uma temporada e outra, o espanhol não sossegou a língua ferina. No fim da prova australiana, após ser ultrapassado pelo seu substituto na McLaren, Heikki Kövalainen, recuperou a posição com facilidade quando o rival apertou inexplicavelmente o botão do limitador de velocidade. Tudo isso bem em frente ao box da equipe inglesa, de onde Ron Dennis havia comemorado instantes antes a manobra de seu piloto.

    Depois da corrida, em entrevista aos amigos da TV espanhola, ele aproveitou para cutucar os rivais, soltando a frase mais venenosa do fim de semana: "parece que alguém apertou os botões errados mais uma vez".

    É o estilo Alonso, que passeia entre o chororô histérico e o deboche acintoso. Que de vez em quando erra o tom, mas volta e meia ajuda a apimentar a mais nova rivalidade da Fórmula 1.

    O jornalista Alexander Grünwald é produtor do programa Grid Motor, do SPORTV, e dono do Grün Blog. Ele escreve neste espaço todas as sextas-feiras.

  6. 21/03/2008 02:02

    Resultado da 31ª edição

    O 31º "Que GP é esse?" foi bem difícil. Mais de 100 internautas responderam o desafio e só 23 acertaram na íntegra. Vamos ao gabarito: Henri Pescarolo, BRM P160E, no GP da Argentina de 1974, em Buenos Aires (Autódromo Oscar Galvez). O francês chegou em nono, uma volta atrás do vencedor Denny Hulme, da McLaren-Ford.

    Eis os acertadores:

    1 - Fernando Cruz
    2 - Julio Gouveia
    3 - Francisco Conte
    4 - Dejair Espindola
    5 - Rafael Dellevedove
    6 - Sérgio Mineiro
    7 - Francisco Amaral
    8 - Caíque Pescarolo
    9 - Leonardo Petricelli
    10 - Richard Figueredo
    11 - Gustavo Pizzo
    12 - Fábio Azevedo Silva
    13 - Rianov Albinov - http://f1nostalgia.blogspot.com/
    14 - Rats
    15 - Eugênio Akihiro Nassu
    16 - Daniel
    17 - Rodrigo Mattar - http://sacovaziodegatos.blogspot.com
    18 - Hegmann L. S de Almeida
    19 - João Victor Moretti
    20 - André Arrais - http://andrearrais.blogspot.com
    21 - José Carlos dos Santos
    22 - Cesar Aparecido Sansoniuk
    23 - Julio D. B. A. Gouveia
    23 - Antonio Tigre

    E aí? Gostaram do desafio? Opine!

    Rafael Lopes

  7. 20/03/2008 19:08

    Mensagem implícita 2 - a missão

    Crédito: EFE

    Rubens Barrichello chegou nesta quinta-feira ao circuito de Sepang, na Malásia, com uma camiseta interessante. Nela pode-se ler a inscrição "Older and Faster" (Mais velho e mais veloz). Como se viu no GP da Austrália, o brasileiro parece estar bem motivado para a temporada.

    Mas não é a primeira vez em que ele aparece com uma camisa com mensagens subliminares. No Desafio das Estrelas de kart do ano passado, Barrichello tinha estampada uma frase que simbolizava bem a fase da Honda em 2007: "This looks like a job for Superman" (Isso parece um trabalho para o Super-Homem). Clique aqui e relembre!

    Rafael Lopes

  8. 20/03/2008 07:14

    Livros velozes


    Crédito: Reprodução

    O amigo Alexander Grünwald, produtor do Grid Motor, do SporTV, e titular da coluna Sexta Marcha, publicada às sextas-feiras aqui no Voando Baixo, me convidou para escrever a resenha de um livro para a seção Biblioteca do blog dele (http://grun.blig.com.br). Escolhi "Ayrton, o herói revelado", de Ernesto Rodrigues. Na minha opinião, é o melhor livro escrito sobre o tricampeão.

    A iniciativa do Alexander é sensacional. Acima de tudo, ajuda a resgatar a memória automobilística do brasileiro. Livros como "Pela Glória e Pela Pátria", "Ayrton Senna, a face do gênio", "Na reta de chegada" e "O Brasil na Fórmula 1" já foram resenhados no blog. Então, entrem, leiam o texto e confiram uma entrevista com Ernesto Rodrigues, autor do livro. Clique aqui e confira!

    Rafael Lopes

  9. 19/03/2008 03:53

    Que GP é esse? - 31ª edição


    Crédito: Divulgação

    O Voando Baixo traz o 31º desafio do "Que GP é esse?". Qual o local, ano, o carro e o piloto que está nesta foto? Resultado na sexta! Divirtam-se!

    Os comentários só serão liberados após a divulgação do resultado, para não facilitar a tarefa.

    E aí? Que GP é esse? Opine!

    Rafael Lopes

  10. 18/03/2008 14:03

    Quem causou o acidente?

    Crédito: Reuters

    David Coulthard? Felipe Massa? Ou foi um acidente normal de corrida? Opine!

    Rafael Lopes

  11. 18/03/2008 13:34

    Podcast Por dentro dos Boxes 48 no ar

    Você já pode baixar no Voando Baixo o podcast Por dentro dos Boxes, feito por mim e Rodrigo Mattar, comentarista do SporTV. Nesta semana, tivemos a participação especial do internauta André Arrais, de Brasília. Quem quiser participar, é só mandar um e-mail para pordentrodosboxes@globo.com, com nome e telefone. Comentamos tudo sobre o GP da Austrália de Fórmula 1. Confiram!

    Clique aqui e ouça o podcast direto do site!

    Clique aqui e baixe o podcast para o seu computador!

    Clique e assine o RSS do Por dentro dos Boxes!

    Clique e confira o arquivo dos podcasts gravados!

    Rafael Lopes

  12. 17/03/2008 23:08

    Avaliações do GP da Austrália


    Crédito: EFE

    Vamos começar as avaliações do GP da Austrália, que inaugurou a temporada 2008 da Fórmula 1. Primeiro, os vencedores dos Troféus Fangio e Tartaruga de melhor e pior do fim de semana:


    Melhores: Rubens Barrichello, da Honda, e Sebastien Bourdais, da STR, que conseguiram os desempenhos mais impressionantes da corrida. O brasileiro pilotou como há muito não se via na Fórmula 1 e o francês mostrou em sua estréia que será capaz de surpreender nesta temporada.


    Pior: A tática da Honda, que tirou três pontos de Rubens Barrichello e uma grande possibilidade de fazer um pódio na Austrália. Tudo bem, erros acontecem. Mas neste caso, o menor dos culpados foi o piloto.

    Avaliação das equipes:


    Um fim de semana praticamente perfeito para a equipe inglesa, que conseguiu a vitória com um desempenho impressionante de Lewis Hamilton e ainda teve outro carro na zona de pontuação com Heikki Kovalainen.


    A BMW Sauber surpreendeu a todos na Austrália. Após não apresentar bons resultados na pré-temporada, a campeã mundial de penduricalhos foi muito rápida em Melbourne e ainda foi ao pódio com Nick Heidfeld.


    Assim como a McLaren, a Williams colocou seus dois carros na zona de pontuação em Melbourne. Nico Rosberg fez uma corrida de paciência e foi premiado com o terceiro lugar. E mesmo cheio de contratempos, Kazuki Nakajima ainda foi o sexto.


    A equipe surpreendeu positivamente no GP da Austrália. Sebastian Vettel teve um ótimo desempenho nos treinos, mas foi atingido na largada. Já Sebastien Bourdais fez um corridaço e, apesar da quebra do motor, conseguiu a sétima posição.


    Conseguiu um ótimo resultado com Fernando Alonso muito mais pelo esforço do espanhol. Nelsinho Piquet nunca teve um bom carro no fim de semana. Ainda precisa melhorar muito para brigar pelo terceiro posto.


    Favorita na pré-temporada, a equipe italiana não mostrou a que veio. Com problemas de motor em seus dois carros, a Ferrari precisa reagir para brigar pela McLaren pelos Mundiais de Construtores e de Pilotos.


    A Toyota vinha até bem com seus dois carros, que abandonaram na zona de pontuação. Mas Trulli sofreu uma quebra e Glock, um acidente impressionante. Parece estar em um bom caminho.


    Tem um bom carro, como mostrou nos treinos em Melbourne. Mas na corrida sofreu com erros de seus dois pilotos. Tem potencial, mas com essa dupla ficará bem difícil conseguir algo bom.


    Iria ganhar cotação máxima junto com a McLaren por causa da evolução de seu carro. Mas o show de trapalhadas no último pit stop de Barrichello, que causou a desclassificação do brasileiro, estragaram um fim de semana que poderia ter sido perfeito para a equipe japonesa.


    A Force India conseguiu não ficar na rabeira no grid de largada, com a boa 16ª posição de Fisichella. Mas abandonou a prova ainda no início. Precisa mostrar mais nas próximas corridas.


    Sem ter trabalhado na pré-temporada, a equipe apenas fez figuração na Austrália. Com o carro da Honda do ano passado, a equipe não vai aspirar nada nesta temporada.

    Rafael Lopes

  13. 16/03/2008 09:08

    Erro e injustiça

    Crédito: Divulgação

    O GP da Austrália de Fórmula 1, primeira etapa da temporada 2008, foi animado como há muito não se via na categoria. No entanto, o fato da corrida acabou sendo o erro da Honda que tirou um pódio certo das mãos de Rubens Barrichello. O brasileiro fez um pit stop durante a última entrada do safety car em um momento proibido pelo regulamento. Como se não bastasse, a equipe ainda o liberou com a luz vermelha dos pits acesa, o que ocasionou a desclassificação do brasileiro. Lamentável...

    Poucas vezes fiquei tão chateado com uma desclassificação. Rubens Barrichello fez uma corrida impecável desde o início, quando segurou Kimi Raikkonen, atual campeão do mundo, com sua Honda, por 18 voltas. Depois, o brasileiro imprimiu um ritmo sensacional para as pretensões de seu carro e não cometeu nenhum erro na corrida, ao contrário de quase todo mundo na pista. Pena que a desclassificação impediu a quebra do jejum de pontos, que já dura mais de um ano. Mas o desempenho do RA108 deixa todos na equipe animados. Falta só corrigir os erros na estratégia. Na primeira corrida, Ross Brawn deixou a desejar.

    Hamilton perfeito
    Lewis Hamilton venceu a prova com louvor. O atual vice-campeão mundial dominou a corrida desde o início e não foi ameaçado em momento nenhum da prova. Além disso, não cometeu erros, importante em carros sem controle de tração. Os alemães Nick Heidfeld, da BMW Sauber, e Nico Rosberg, da Williams, completaram o pódio e também excederam as expectativas de suas equipes.

    A decepção da corrida foi a Ferrari. A equipe teve problemas nos dois carros e ainda contou com uma prova desastrosa de Kimi Raikkonen e Felipe Massa, seus pilotos. Os dois erraram muito e conseguiram apenas um pontinho na abertura da temporada. A Renault, por sua vez, conseguiu um ótimo quarto lugar com Alonso, mas sofreu uma quebra de câmbio com Nelsinho Piquet, que nada pôde fazer na corrida.

    Sebastien Bourdais, da STR, conseguiu a sétima posição, mas andou por muito tempo na quarta posição. Uma quebra de motor nas voltas finais atrapalhou o francês, mas ainda conseguiu pontuar por causa do grande número de acidentes. Aliás, a saída do controle de tração e o excesso de arrojo dos pilotos protagonizaram um verdadeiro dérbi de demolição na Austrália e também uma corrida muito emocionante. Será que vai continuar assim no resto do ano?

    Rafael Lopes

  14. 15/03/2008 18:10

    Sobre noviciado e postura

    Crédito: EFE

    Alguns leitores me escreveram e pediram para comentar o desempenho de Nelsinho Piquet em seu primeiro fim de semana na Fórmula 1. O brasileiro cometeu alguns erros nos treinos livres de sexta e sábado, algo natural em uma pista de rua, que não sedia testes e tem suas condições alteradas a cada volta. Mas no treino classificatório, onde ele marcou apenas o 21º tempo, a culpa é toda da Renault. Afinal, a equipe francesa só colocou na pista com pouco mais de dois minutos para o fim da primeira parte e ele pegou tráfego.

    Mas o que me preocupou mesmo neste primeiro fim de semana de Nelsinho foi o incidente com Felipe Massa (foto acima) no terceiro treino livre em Melbourne. Não é uma postura que me agrada, ele teria de ser um pouco mais cuidadoso. Não vale a pena criar atritos desnecessários na Fórmula 1. O que custava a ele ter aberto naquela curva? Nelsinho tem que tomar cuidado neste início, entrar devagar. A Fórmula 1 atual não admite uma postura mais radical, de colocar o pé na porta, como acontecia antigamente. Nesse momento, humildade é muito importante.

    Rafael Lopes

  15. 15/03/2008 09:47

    Voltas perfeitas em extinção

    Crédito: Reuters

    O novo regulamento da Fórmula 1, com a saída do controle de tração e do freio-motor, vai acabar com aquilo que era a especialidade de Michael Schumacher: a volta perfeita. O heptacampeão era especialista em ganhar tempo fazendo voltas como um relógio antes de entrar para o pit stop ou em condições de treino, para arrebatar a pole position. Pelo que vi no treino classificatório na Austrália, ela vai se tornar artigo em extinção.

    Como cheguei a essa conclusão? Simples, analisei o discurso de Lewis Hamilton, pole, e Robert Kubica, segundo colocado. Ambos reclamaram de erros em suas voltas mais rápidas, que os impediram de melhorar seus tempos e, quem sabe, mudar o resultado do treino. Creio que essa será a tônica da temporada: sem as ajudas eletrônicas, os pilotos não conseguirão fazer mais voltas idênticas. Sempre haverá uma variação de traçado ou um erro.

    Esse discurso deve sumir à medida que eles se acostumem com os carros deste ano. Mas, para os torcedores e fãs do automobilismo, os treinos e corridas vão ficar muito mais palatáveis. O aumento no número de erros deve provocar mais chances de ultrapassagens. Então, adeus à Fórmula 1 sobre trilhos!

    No treino, boas surpresas
    Após uma madrugada intensa no site, consegui um tempo para falar do treino. Além da pole de Lewis Hamilton e do segundo lugar de Robert Kubica, merece destaque o bom desempenho da RBR, que colocaria seus dois carros entre os dez primeiros, não fosse o problema de freio com Mark Webber. Outro destaque foi a nona posição de Sebastian Vettel, da STR. Esse alemão vai dar muito trabalho ainda, podem anotar.

    Mas a melhor das notícias foi o começo da retomada da Honda. O décimo lugar de Rubens Barrichello é um indicativo de melhora, principalmente se compararmos com o ano passado. E a alegria do brasileiro e de Jenson Button mostra que a equipe está no caminho certo. Pelo menos as alterações no carro surtem efeito, ao contrário do que acontecia em 2007. E isso já é muita coisa.

    Rafael Lopes

Perfil

Rafael Lopes

Repórter de Fórmula 1, Stock Car e Esporte a Motor do GLOBOESPORTE.COM desde maio de 2006. Nascido no Rio de Janeiro, formado em jornalismo na PUC-Rio, começou a cobrir eventos automobilísticos em 2004. Trabalhou dois meses no site LANCENET! e mudou-se, em seguida, para a Revista A+ do diário LANCE!, onde ficou durante um ano e dois meses.

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