O internauta e leitor do Voando Baixo Nilson Coelho de Brito, de Aquidauana, no Mato Grosso do Sul, enviou um e-mail em que perguntava sobre uma Ferrari de Fórmula 1 para três pessoas. Ele me enviou a foto do carro (acima) e pediu mais detalhes sobre ele.
Fiz algumas pesquisas sobre o modelo e descobri que a equipe italiana o construiu em 2005. A intenção era levar convidados VIPs para passeios emocionantes nas pistas da Fórmula 1. Atualmente, o carro é usado para ações promocionais da patrocinadora majoritária da Ferrari, chamadas de Red Racing School (Escola de Pilotagem Vermelha). Confira o vídeo abaixo.
A história deste modelo começou em 2002, quando Michael Schumacher testou um modelo de dois lugares da Minardi. Então, a patrocinadora ferrarista, uma empresa tabagista, comprou três modelos e mandou pintar de vermelho. Eles serviram como protótipo para o carro de três lugares.
Este carro tem uma curiosidade: foi a última Ferrari que Rubens Barrichello pilotou antes de sair da equipe, no fim de 2005. Ele deu algumas voltas com seu pai e seu avô a bordo na pista de Fiorano. Na ocasião, ele disse:
- Estas foram as últimas voltas em uma Ferrari para mim. Tive seis ótimos anos com a equipe. Essa oportunidade de pilotar com meu pai e meu avô me deixou muito feliz.
Outras iniciativas
A Arrows fez a primeira tentativa com um carro de três lugares em 2001, com o AX3. Mas o projeto foi considerado arriscado por deixar os passageiros muito expostos em caso de um acidente na pista.
A pioneira em carros de dois lugares foi a McLaren, que projetou em 1998 o MP4-98T. A Arrows construiu o seu em 2000 e a Minardi também levou o seu para as pistas, com o nome de F1x2, em uma iniciativa de Paul Stoddart (fotos ao lado: clique na imagem para ampliar).
Este daria um belo nome para um game. A Nascar, maior e mais tradicional categoria automobilística americana, tem brigas entre seus pilotos em quase todas as semanas. Basta um piloto achar que foi prejudicado, que lá vai ele resolver a confusão no braço. Desta vez, na etapa de Watkins Glen, Juan Pablo Montoya foi atingido por trás por Martin Truex Jr. e abalroou o carro de Kevin Harvick. A partir daí, vimos cenas dignas de algumas brigas de trânsito no Brasil. Este vídeo mostra toda a confusão e as entrevistas dos pilotos. Assistam!
Desde a semana passada, no Voando Baixo, você pode baixar e ouvir o podcast Por dentro dos Boxes, feito por mim e Fabio Penna. Nesta semana comentamos a entrevista coletiva de Felipe Massa em São Paulo, as 300 milhas de Kentucky da IRL e a briga de Montoya e Kevin Harvick na Nascar. Confiram!
Recebi neste fim de semana alguns releases sobre a primeira etapa, com duas corridas, do Campeonato Brasileiro de Turismo GT3, que foi realizada em Tarumã, no Rio Grande do Sul. Na primeira, a vitória ficou com a dupla Paulo Bonifácio/Alceu Feldmann, com um Lamborghini Gallardo, seguido por Abramo Mazzochi/Ramon Matias (Dodge Viper) e por Xandy Negrão/Andreas Mattheis (Dodge Viper). Na segunda, Negrão e Mattheis deram o troco. Bonifácio/Feldmann e Mazzochi/Matias completaram o pódio.
Mas o que me chamou a atenção foi que o safety car seria o Lobini H1, um esportivo fabricado no Brasil. O carro tem motor VW 1.8, que é usado no Audi A3, carroceria de fibra de vidro e custa mais de R$150 mil. No entanto, não tem, nem de longe, o charme de carros fora de série feitos no Brasil entre as décadas de 1960 e 1980. Quem não se lembra do Puma, do Miura, do MP Lafer ou do Santa Matilde?
Assim como outros jornalistas especializados em esporte a motor, adoro "antigomobilismo" e sou um grande apaixonado pelo Puma. Meu primeiro carro foi um modelo 82 (esse da foto abaixo), dado por meu pai, outro fã da marca. Fiquei com ele durante quatro anos e tive de vendê-lo com muita dor no coração. Aquele motor 1.6 com dupla carburação ainda me dá saudades, principalmente quando preciso subir uma ladeira com o meu atual 1.0. Mas o que me atraía mesmo era o charme daquele carro... Como um projeto antigo ainda estava atual, mesmo após 25 anos de sua fabricação?
É exatamente isso de que sinto falta no Lobini. O carro parece muito com o Lotus Elise, no qual foi inspirado. Mas parece um carro sem alma. Ao contrário dos clássicos. Assim como muitas pessoas que já estão na casa dos 40 anos, meu fim de adolescência foi marcado pelo Puma. E como faz falta um carro com essa história, com essa magia no Brasil.
E não é que o escocês Dario Franchitti, líder do campeonato da IRL, levantou vôo de novo? Na última volta das 300 Milhas de Kentucky, ele bateu na traseira do japonês Kosuke Matsuura e decolou. Desta vez, diferentemente de Michigan, ele ficou menos tempo no ar. Mas o acidente foi igualmente assustador. O narrador da TV americana, inclusive, tomou um susto: "Oh! Oh! Two weeks in a row?" (Oh! Oh! Duas semanas seguidas?). Impressionante!
Kanaan vence e reage na tabela
Na corrida, Tony Kanaan venceu a segunda seguida e a quarta na temporada. O brasileiro está a apenas 52 pontos do escocês na classificação do campeonato. Vale lembrar que a vitória dá 50 pontos na categoria. O brasileiro fez a pole, dominou a prova desde o início e conseguiu a bonificação pelo maior número de voltas na liderança. Kanaan reage no momento certo do campeonato, já que restam três provas para o fim, com duas em circuitos mistos (Sonoma e Detroit) e uma em oval (Chicago). Boa sorte ao brasileiro, que busca o bi da IRL.
O Voando Baixo continua sua parceria com o blog Bola nas Costas. Michel Lima, infografista do GLOBOESPORTE.COM e que faz parte da equipe do blog, mostra sua visão sobre a crise interna na McLaren.
O sexto "Que GP é esse?" foi uma barbada, como eu previa. 64 de 125 internautas acertaram o desafio.
Vamos às respostas: GP da Inglaterra de 1991, em Silverstone Pilotos: Nigel Mansell, williams-Renault, e Ayrton Senna (de carona), McLaren-Honda O vencedor foi o "Leão", seguido por Gerhard Berger, da McLaren, e Alain Prost, da Ferrari. Ayrton Senna, mesmo com uma pane seca na última volta, ainda garantiu a quarta posição na corrida.
Eis os acertadores: Blog F1 Grand Prix - http://blogf1grandprix.blogspot.com Pedro Paulo A. S. Silva Bruno BGM Marcio Silverio Ederson Cotrim Afranio Pedrosa Alexandre Ribeiro dos Santos Jurandyr Seibel Paulo Lagrotta Alex Borges Fernando Melo Tomias João Felipe Uilton Bruno Santiago Vitor Nelson Junior Rafael Lucas André Jucá Abreu Motta Cássio Piquet Adriano Freitas - Siri Gleidson Lins Othon Sérgio Mineiro Jorge Boavista Julio Cesar Sousa Costa Jorge Pestana Camarada Elesba Fábio Henrique de Melo Danielle Sereni Marcos Portella Sathes Rafael Dos Santos Fernando Costa Luis Fernando Gervásio Eduardo Perez Zamarian Thiago Sales Matheus Lima Matheus Jean Alex Damião Denise Alessandro Kojo Igor Saldanha Rubens Barrichello Anjo Jorge Rafaeltkt Leandro Brasil Alessandro Monteiro Rildo Jr. Juan Pablo Montoya Serginho Mineiro Sifredo Macedo Eugenio Pacelli Jr. Daniel Diogenes Saulo Gledston Menezes Jacaré Argentino Thigas Garzillo Carlos Jr. Gustavo Duarte Fellipe Gomes Tom Faye
O Voando Baixo traz o oitavo desafio do "Que GP é esse?". Esse é barbada, é uma foto marcante da história recente da F-1. Qual o local, ano e os pilotos que estão na foto? O nome do acertador (ou acertadores) será publicado nesta sexta-feira aqui no blog! Divirtam-se!
Após a matéria do colega e amigo Marcio Iannacca, recebi vários e-mails que pediam para explicar o que é esta Fórmula Superliga, da qual o Flamengo vai participar em 2008. A categoria envolve clubes de futebol, que emprestam suas marcas para a organização. Cada carro terá o escudo e as cores dos times, que disputarão o título dentro das pistas. Todos os modelos serão iguais e custeados pela organização, que vai contratar equipes para representar os clubes.
Além do Flamengo, clubes como o Milan, Anderlecht (BEL), Borussia Dortmund, Olympiacos (GRE), PSV Eindhoven (HOL) e Porto já estão confirmados. E a organização negocia com times como o Barcelona, Valencia, Real Madrid, Inter de Milão, Boca Juniors e o América do México. A idéia é ter 20 carros na primeira temporada, com corridas inicialmente na Europa.
A categoria terá uma configuração mais forte do que a Fórmula GP2, por exemplo, último degrau antes da Fórmula 1. Os motores da Superliga serão V12 fabricados pela Menard, que geram 720 cavalos de potência. A GP2 usa propulsores V8 da Renault, com 600 cv.
A categoria não deverá ter problemas para ser aprovada pela FIA, que já demonstrou interesse na mesma. No entanto, é bom ter cautela quanto à mesma, já que uma iniciativa similar, a Premier1GP, naufragou em 2003 sem nenhuma corrida disputada. Após três anos de promessas, os organizadores não conseguiram viabilizar um grid completo.
A Fórmula Superliga é uma iniciativa válida e todos torcemos para que dê certo. Mas vamos esperar com cautela até a metade de 2008, data prevista para seu lançamento, para avaliarmos o seu possível sucesso. Abaixo, coloco a ficha técnica do carro e do motor que serão usados na categoria recém-lançada.
Dados do chassi Panoz/Elan
Comprimento
4,6 metros
Altura máxima
95 centímetros
Distância entre-eixos
2,95 metros
Peso máximo
675 quilos
Dados do motor Menard
Capacidade
4,2 litros
Cilindrada
V12, a 60º
Peso
140 quilos
Potência
750 cv
Limite de rotações do motor
12.000 RPM
Crédito: Divulgação Superleague Formula
Na ordem: Anderlecht, Borussia Dortmund, Milan, Olympiacos, Porto e PSV Eindhoven
Recebi vários e-mails após o post de terça-feira. Quase todos me pediam aquela clássica foto que estava publicada. Por isso, vou colocar à disposição de vocês três tamanhos de wallpapers para download. É só clicar nas figuras abaixo, de acordo com a resolução de seu monitor. Divirtam-se!
Essa eu vi no site da revista inglesa "Autosport": o jornalista suíço Roger Benoit tentou repetir uma das fotos mais famosas da história da Fórmula 1 no GP da Hungria. Quem não lembra daquela imagem com Ayrton Senna, Alain Prost, Nigel Mansell e Nelson Piquet sentado na mureta dos boxes em 1986?
Benoit queria refazer a foto com os candidatos ao título deste ano: Fernando Alonso, Lewis Hamilton, Kimi Raikkonen e Felipe Massa. No entanto, a idéia foi derrubada pela Ferrari, por causa das denúncias de espionagem contra a McLaren e da guerra judicial que as duas equipes protagonizam fora das pistas.
- Não vemos porque é necessário para a Ferrari refazer esta foto. Não existe protocolo que diga que precisamos fazer isso - disse um porta-voz da Ferrari ao site da revista inglesa "Autosport".
É uma pena... Em uma fase tão ruim da Fórmula 1, esta foto serviria para relembrar bons momentos da categoria. É uma pena que a Ferrari não tenha esta visão.
Agora, no Voando Baixo, você vai poder baixar e ouvir o podcast Por dentro dos Boxes, feito por mim, Fabio Penna e Alexandre Cossenza. Nesta semana, comentamos o GP da Hungria, toda a confusão que envolve Alonso, Hamilton e a McLaren, as 400 milhas de Michigan da IRL e as etapas de Hungaroring da Fórmula GP2. Confiram!
Vamos começar as avaliações do GP da Hungria. Primeiro, os vencedores dos Trofeús Fangio e Tartaruga de melhor e pior do fim de semana:
Melhor: Sem dúvidas, o vencedor do primeiro Troféu Fangio tem de ser Nick Heidfeld, da BMW Sauber. O alemão foi muito bem durante o fim de semana e ainda teve competência para segurar a enorme pressão de Fernando Alonso no fim da corrida. Evolui a cada prova.
Pior: Nesta semana, a escolha é barbada. A confusão na McLaren no fim do treino classificatório merece a "honra". A Fórmula 1 viu cenas lamentáveis no sábado. Toda a equipe tem parcela de responsabilidade, inclusive Ron Dennis e os pilotos. A situação do time é quase insustentável.
Avaliação das equipes:
Bom desempenho durante todo o fim de semana. Colocou Nick Heidfeld em terceiro e Robert Kubica em quinto. Em franca evolução.
Entregou um bom carro a seus dois pilotos, que se classificaram para a superpole. Ralf Schumacher teminou a corrida na sexta posição, mas Jarno Trulli foi apenas o décimo, após uma péssima largada.
Foi muito bem com Kimi Raikkonen, que terminou a corrida em segundo. Mas errou tudo o que podia com Felipe Massa, quando esqueceu de reabastecer o carro do brasileiro no treino classificatório.
Nico Rosberg marcou dois pontos para a equipe e Alexander Wurz decepcionou de novo. Pelo menos está muito melhor do que na última temporada.
Começou o fim de semana bem, com Kovalainen em segundo na sexta-feira. Mas piorou no sábado e no domingo. O finlandês ainda salvou um oitavo lugar na corrida.
Após o bom desempenho em Nürburgring, a equipe decepcionou na Hungria: Mark Webber foi o nono e David Coulthard, o 11º.
Sebastian Vettel substituiu Scott Speed e não fez nada de diferente. Já Vitantonio Liuzzi abandonou com problemas mecânicos após entrar na segunda fase da classificação.
Mais uma vez, a equipe japonesa foi apenas mera figurante no GP. A destacar apenas o melhor desempenho do que sua "equipe-mãe", a Honda. O que não quer dizer muita coisa...
Sakon Yamamoto é fraco: foi o último durante todo o fim de semana e bateu no início da corrida. Pelo menos não ficou em último; Adrian Sutil chegou à frente de Rubens Barrichello.
Jenson Button abandonou e Rubens Barrichello foi o último. Mais um fim de semana para apagar de sua história.
Depois da confusão de sábado, não merece classificação. Deu um belo carro a seus pilotos, mas jogou tudo pela janela com atitude que causou a severa punição.
Após toda a confusão de sábado na Fórmula 1, o GP da Hungria corrida foi bem tranqüilo. Diria que até demais. Lewis Hamilton, após herdar a pole, venceu a corrida e só foi ameaçado nas últimas 12 voltas por Kimi Raikkonen. Mas o finlandês nem chegou a tentar uma ultrapassagem. Fernando Alonso fez algumas ultrapassagens, mas não evoluiu além da quarta posição.
A McLaren foi impedida de subir ao pódio por causa da punição que sofreu no sábado. A equipe deve perder em definitivo os pontos da corrida no Mundial de Construtores na audiência que será realizada na Corte de Apelações da FIA. O resultado da corrida permanece sob observação.
Pensamentos sobre as punições de Alonso e da McLaren
Li com bastante calma o comunicado emitido pela FIA no sábado à noite sobre a confusão entre Alonso, Hamilton e a McLaren no pit lane. E mantenho minha opinião: a McLaren e Alonso estavam errados. Se Hamilton desrespeitou ordens, que tomasse uma bronca ou uma multa sobre seu salário. Nada justifica o que aconteceu, nem mesmo as explicações de Ron Dennis.
Além disso, encontrei outra interrogação: a McLaren avisou Alonso que o deixaria parado por 20 segundos. Quando esse tempo terminou, o "lollipop" foi levantado e a saída autorizada. Por que o espanhol não arrancou e ficou mais dez segundos parado? De acordo com os comissários do GP da Hungria, nada foi achado nas conversas de rádio que justificasse este atraso. E mais: o espanhol justificou a espera com uma pergunta sobre os pneus, que não tinha sido feita nos 20 segundos anteriores.
Ou seja, concordo com a interpretação dos comissários de pista. Alonso merecia a punição por causa da manobra desleal. Continuo dizendo que acho o espanhol um grande piloto, não à toa derrotou Michael Schumacher em duas temporadas. Mas esta manobra no treino classificatório é a primeira grande mancha em seu currículo até então imaculado.
Você confiaria em Ron Dennis na hora de comprar um carro? Ou em Bernie Ecclestone? Quem sabe em Fernando Alonso? E de Jean Todt? A Fórmula 1 vive um momento de crise de credibilidade quase que total. Com esse caso de espionagem, a situação ainda piorou mais para a categoria. E repito a pergunta: você confiaria em algum desses nomes?
Vocês devem estar se perguntando sobre o porquê deste início. Simples: no treino deste sábado, Alonso e Hamilton se envolveram em um episódio controverso. Para mim, culpa do bicampeão. Expus minha opinião aqui no Voando Baixo. E bastou uma entrevista de Ron Dennis para dar a versão da equipe sobre o fato para que eu fosse bombardeado. Todos têm o direito de dar suas opiniões, mas eu não acredito em Ron Dennis, principalmente após todo esse escândalo. E não é porque é a posição oficial da McLaren que é a verdade absoluta dos fatos. Continuo fiel a minha opinião: para mim, Alonso retardou a parada no treino deliberadamente. E confirmando a minha visão, a FIA puniu o espanhol.
Outra coisa que me incomoda é o maniqueísmo exagerado de alguns post. O colega Ivan Capelli escreveu na sexta-feira sobre isso em seu blog (clique aqui e leia!). É um texto que vale a pena ser lido. Se eu critico o Massa e elogio o Alonso em uma semana, sou "anti-brasileiro", "espanhol" ou "Alonsete". Se critico o Alonso, sou "viúva do Schumacher", "pró-Hamilton" ou "ferrarista". O mundo não é preto e branco, não existe só o bem e o mal ou o bom e o ruim. É algo para se pensar.
E continuo convicto de que Alonso errou. E de que Ron Dennis optou por defender o bicampeão mundial.
Repórter de Fórmula 1, Stock Car e Esporte a Motor do GLOBOESPORTE.COM desde maio de 2006. Nascido no Rio de Janeiro, formado em jornalismo na PUC-Rio, começou a cobrir eventos automobilísticos em 2004. Trabalhou dois meses no site LANCENET! e mudou-se, em seguida, para a Revista A+ do diário LANCE!, onde ficou durante um ano e dois meses.