Alonso fica parado, mesmo liberado, enquanto Hamilton espera
Crédito: EFE
Vocês lembram que eu critiquei a McLaren na quinta-feira por não permitir que seus pilotos dessem entrevistas por causa da investigação do caso de espionagem. Pois neste sábado, tenho que fazer críticas de novo, só que não para a equipe, e sim para o bicampeão mundial Fernando Alonso.
Lamentável a postura do espanhol na última parte do treino quando, visivelmente, fica 10 segundos parado nos boxes, mesmo com a autorização do mecânico que segura o "lollipop" (placa que fica à frente do carro nos pits) para a saída dos boxes. Logo atrás estava Lewis Hamilton, que foi impedido de fazer sua última tentativa por causa desse atraso do espanhol. Acho o Alonso um bom piloto, mas sua postura nesta temporada decepciona todos os seus torcedores e admiradores.
Após o fim do treino, Ron Dennis pegou o preparador físico do espanhol pela orelha e deu uma bronca. O inglês estava com cara de poucos amigos, assim como Lewis Hamilton. Fernando Alonso, por sua vez, comemorava como se fosse uma vitória. Lamentável...
O Voando Baixo esteve presente à inauguração dos simuladores da RBR, no Norteshopping, no Rio de Janeiro. E o colunista aqui se arriscou a entrar em um da Stock Car para tentar dar algumas voltas em Interlagos. E o resultado, pelo menos nas primeiras voltas, foi desastroso... Depois até me acertei e fiz voltas na casa de 1m50s. Hoover Orsi e Daniel Serra, pilotos da equipe, faziam tempos na casa de 1m43s. Sete segundos? Até que não é mau... Pena que a câmera não pegou esse momento... Divirtam-se com o meu mico!
A RBR mudou radicalmente a tampa do motor para o GP da Hungria. Enquanto em Nürburgring (foto 2) a terminação era reta, em Hungaroring (foto 1), é mais curva. Tudo isso faz parte do desenvolvimento aerodinâmico da equipe liderada pelo mago Adrian Newey.
Pilotos participam da entrevista coletiva. Local de Alonso, entre Yamamoto e Vettel, está vazio
Crédito: Divulgação
A McLaren proibiu, nesta quinta-feira, que Fernando Alonso participasse da entrevista coletiva oficial do GP da Hungria, organizada pela FIA. Além disso, cancelou o tradicional encontro dos jornalistas com o inglês Lewis Hamilton, que não estava na lista da FIA. O motivo: medo de declarações que pudessem agravar a situação da equipe no caso de espionagem, que terá um outro capítulo no fim do mês, na Corte de Apelações.
Esta decisão é a pior que a McLaren poderia tomar. Parece mesmo que tem culpa no cartório. Cercear o trabalho da imprensa, neste momento, só aumenta as suspeitas, além de passar a péssima imagem de que só interessa falar quando o momento é bom para eles. Bons tempos eram quando os pilotos eram livres para dar as entrevistas que quisessem.
Agora, além do escândalo de espionagem, temos a censura a Lewis Hamilton e a Fernando Alonso. A McLaren, que era admirada em todo o mundo por causa de sua história vitoriosa, chafurda cada vez mais na lama em que se envolveu. Lamentável...
O sexto "Que GP é esse?" foi bem difícil. Apenas 44 de 268 internautas acertaram.
Vamos às respostas: GP de Portugal de 1984, no Estoril Pilotos: Keke Rosberg, williams-Honda, e Nigel Mansell, Lotus-Renault os dois não terminaram a prova. O vencedor foi Alain Prost, da McLaren, seguido por seu companheiro Niki Lauda, campeão da temporada, e Ayrton Senna, da Toleman.
Eis os acertadores: Blog F1 Grand Prix - http://blogf1grandprix.blogspot.com/ Rodrigo Mattar - http://sacovaziodegatos.blogspot.com/ Mauricio Dariva Thiago Alencar Rosa Fabiano Rocha Alex E Ribeiro Teco Fernando Azevedo Lourenço Gleidson Lins Rubens Barichello Gregg Serginho mineiro Hugo Rafael Philippe Ambrosio Fernando Cruz Alexandre Jeferson Thiago Przybylovicz Carlos Jr. Rodrigo Oliveira Andrei Thiengo LM Adamo Vasconcelos Flávio Rodrigo Menin Ferreira Matheus Ricardo Kazuo Piquet Daniel Mota Mateus Matheus Lima Adriano Santi Giovani Renato Rolim Camarada Elesba Felipito Missa
O Voando Baixo pediu sugestões aos leitores para os nomes dos troféus de melhor e pior dos GPs. E chegamos aos seguintes nomes: a internauta Amanda sugeriu para o melhor o nome de Juan Manuel Fangio. Pois nada melhor do que homenagear o pentacampeão da Fórmula 1.
Para o pior, nada melhor do que Troféu Tartaruga, para indicar a lerdeza do dito cujo. As imagens para os prêmios foram criadas pelo meu amigo Maurício Ribeiro, da editoria de arte aqui do GLOBOESPORTE.COM.
O Voando Baixo traz o sétimo desafio do "Que GP é esse?". Qual o local, ano e os pilotos que estão na foto e seus carros? O nome do acertador (ou acertadores) será publicado nesta quinta-feira aqui no blog! Divirtam-se!
O Voando Baixo vai estrear uma nova seção após o GP da Hungria, daqui a dois fins de semana. Vamos eleger o melhor e o pior da corrida. Deixem suas sugestões de nomes nos comentários ou mandem e-mails para o endereço do site: blogvoandobaixo@globo.com
O resultado será publicado nesta quarta-feira aqui no Voando Baixo.
O Rio de Janeiro não deverá receber o GP do Brasil de Fórmula 1. De acordo com o prefeito Cesar Maia, que falou com o Voando Baixo, a última vez em que ele demonstrou interesse pela corrida foi em 2003, em uma reunião com Bernie Ecclestone, dono dos direitos comerciais da categoria. O político disse que mais nenhuma iniciativa foi tomada desde então.
- Nosso interesse foi colocado diretamente por mim ao Sr. Ecclestone em Londres, em julho de 2003. Sempre que nos perguntam eu respondo que tenho interesse, mas não tomei mais nenhuma iniciativa formal desde lá. Se algum dia a nossa intenção se confirmar, a corrida será no autódromo, que está pronto para isso.
Ao ser perguntado sobre outras opções de circuitos no Rio de Janeiro, Cesar Maia trouxe a possibilidade de um circuito de rua, que seria montado no Aterro do Flamengo. Atualmente, a cidade conta apenas com o Autódromo Nelson Piquet, em Jacarepaguá.
- A análise feita um ano atrás por técnicos que se mostraram credenciados, mostrou que poderíamos sim ter um circuito de rua usando como base o Aterro do Flamengo.
UPDATE: O Voando Baixo também falou com Castilho de Andrade, diretor de imprensa do GP do Brasil. Ele disse que o contrato com a Prefeitura de São Paulo vai até 2009 e até lá a corrida está garantida em Interlagos. 2007 é o ano em que será discutida a renovação e o prefeito Gilberto Kassab já demonstrou interesse.
O único projeto que poderia rivalizar é o da Prefeitura de Guarulhos, que planeja construir um autódromo perto do Aeroporto de Cumbica. Mas nada é concreto ainda.
E você, onde gostaria de ver o GP do Brasil de F-1? Comente?
No post de sábado, falei sobre a marca histórica que Juan Pablo Montoya alcançaria neste domingo em Indianápolis. Ele se tornou o primeiro piloto a participar de provas no tradicional oval americano na Fórmula 1, Nascar e Indy. E ele conseguiu um bom resultado na corrida, com o segundo lugar. O americano Tony Stewart foi o vencedor da conturbada prova, que teve vários acidentes.
Este é o melhor resultado de Montoya em um oval. O colombiano só tinha conseguido uma vitória, em Sonoma, um circuito misto, e um quinto lugar nas 500 milhas de Atlanta neste ano. O fato é que o piloto ainda está longe dos playoffs, mas ele aumentou suas chances de conseguir mais êxitos nesta temporada.
Montoya é o tipo de piloto que não existe mais na Fórmula 1. Ele fala o que pensa, por isso foi limado da McLaren. Além disso, tem um pouco da inconseqüência dos pilotos das décadas de 60 e 70. O fato é, como disse no post anterior, que Montoya abre caminhos para outros pilotos no exterior. Sem dúvidas, ele é o melhor estrangeiro vindo de categorias européias na Nascar. Outros falharam, como o brasileiro Christian Fittipaldi. Mas o "gordo" pode acabar com o preconceito.
Quem não esperava nada de Juan Pablo Montoya em seu primeiro ano na divisão principal da Nascar deve estar muito arrependido. Ele venceu sua primeira corrida no misto de Sonoma e está com um bom desempenho nas outras provas. Além disso, com o triunfo, ele se tornou o primeiro estrangeiro a terminar uma corrida em primeiro desde o canadense Earl Ross, em Martinsville, 1974. Além disso, o colombiano se juntou a Mario Andretti e Dan Gurney como os únicos a vencer na divisão principal da Nascar, na Fórmula 1 e na Indy.
Neste fim de semana, Montoya está próximo de outra marca. Com a classificação para a Brickyard 400, realizada em Indianápolis, ele se tornou o primeiro piloto a largar no tradicional speedway na Fórmula 1, na Indy e na Nascar. Com uma vitória no oval neste domingo, o colombiano alcançaria mais um feito no automobilismo.
O fato é que Juan Pablo Montoya abriu mais um caminho para os pilotos que saem da Fórmula 1. E o sucesso do colombiano pode acabar com o preconceito que a Nascar tem contra os estrangeiros. Em um esporte dominado por pilotos do interior dos Estados Unidos, os latinos começam a acabar com outra barreira.
E você, o que acha do desempenho de Montoya nos EUA? Comente?
Todo mundo está curioso para saber como funciona o treino com simuladores de Fórmula 1. O inglês Lewis Hamilton, líder do campeonato, é usuário dessa modalidade de treinamento. E o Voando Baixo conseguiu este vídeo, divulgado pela Williams, em que o ex-piloto Mark Blundell, atual comentarista da rede de TV inglesa "ITV" faz uma demonstração.
Esse simulador é mais difícil que os do videogame ou do computador? Comente!
O Conselho Mundial da FIA julgou nesta quinta-feira a McLaren sobre as acusações de espionagem. E tudo terminou em pizza, tal qual acontece toda hora no nosso Congresso Nacional. Apesar de considerar a equipe inglesa culpada por ter recebido os documentos confidenciais da Ferrari, a entidade optou por não puní-la, já que não foram achados indícios de que as informações foram usadas no carro deste ano. Nigel Stepney e Mike Coughlan, principais envolvidos no caso, devem ter uma punição exemplar na próxima reunião do Conselho. Eles podem até ser banidos do esporte.
Na boa? Ficou muito feio. Tudo bem que a McLaren pode não ter usado os projetos ferraristas em seu carro (o que é plausível, visto as diferenças entre os dois). Mas ela é culpada por receber estes documentos. Ela teve informações privilegiadas nas mãos. O mais certo seria punir a equipe com a perda dos pontos no Mundial de Construtores, aplicar uma pesada multa e banir do esporte os responsáveis pelo desvio.
O Voando Baixo vai estrear uma nova seção após o GP da Hungria, daqui a dois fins de semana. Vamos eleger o melhor e o pior da corrida. E, para isso, preciso de sua ajuda: quais os nomes que vocês dariam para os troféus do melhor e do pior? Deixem suas respostas nos comentários ou mandem e-mails para o endereço do site: blogvoandobaixo@globo.com
O resultado será publicado na próxima quarta-feira aqui no Voando Baixo.
Esta é uma nova seção do Voando Baixo. Após todas as corridas da Fórmula 1, vou avaliar o desempenho das equipes e eleger o destaque entre os pilotos. Para começar, vamos à análise do GP da Europa.
O destaque da corrida, para mim, não foi Fernando Alonso, Felipe Massa ou Mark Webber. Markus Winkelhock, da nanica Spyker, liderou a prova durante oito voltas e foi o piloto que mais conseguiu avançar em duas voltas na história da F-1. Ele largou em último e foi para a liderança. Teve seus 15 minutos de fama e foi um dos poucos a não errar na chuva no caótico início de prova. Pena que a equipe holandesa deve sacá-lo para o restante da temporada.
Avaliação das equipes:
Deu um bom carro a Fernando Alonso na chuva e foi premiada com a vitória no fim da corrida. Hamilton não teve o que fazer.
Não demonstrou bom desempenho durante todo o fim de semana. Na corrida, arriscou a troca de pneus de Kovalainen cedo demais, quando a pista ainda estava seca.
Mais uma vez teve problemas com Kimi Raikkonen, mas o carro foi o melhor na pista seca em Nürburgring.
Outro fim de semana para apagar de sua história.
Bom carro, mas esbarrou no excesso de ímpeto de Nick Heidfeld. Poderia ter subido com facilidade ao pódio.
Mais uma vez a equipe japonesa foi mal: Ralf Schumacher foi tirado da corrida por Nick Heidfeld e Jarno Trulli foi apenas o 13º.
A equipe conseguiu dois bons resultados: um pódio com Mark Webber e um quinto com David Coulthard. Está em franca evolução na temporada.
Alexander Wurz é um piloto que se dá bem em corridas inusitadas: foi pódio no Canadá e quarto neste GP. A lamentar apenas os erros de Nico Rosberg.
Scott Speed e Vitantonio Liuzzi abandonaram a prova na mesma curva. Depois da prova, o americano ainda se envolveu em uma briga com o chefe.
Como não tinha nada a perder, arriscou tudo com Markus Winkelhock antes da largada. E garantiu sua exposição na televisão até o fim da temporada.
A equipe japonesa não teve bom desempenho em nenhum dos treinos em Nürburgring. Na corrida, fez apenas figuração.
Repórter de Fórmula 1, Stock Car e Esporte a Motor do GLOBOESPORTE.COM desde maio de 2006. Nascido no Rio de Janeiro, formado em jornalismo na PUC-Rio, começou a cobrir eventos automobilísticos em 2004. Trabalhou dois meses no site LANCENET! e mudou-se, em seguida, para a Revista A+ do diário LANCE!, onde ficou durante um ano e dois meses.