Como vários de vocês fizeram críticas ao post anterior, preciso esclarecer algumas coisas. A primeira: não tenho problema nenhum em falar bem do Felipe Massa. Não gosto ou desgosto dele. Elogio quando eu acho que ele merece e critico também. Mas, queria frisar, é a minha opinião. Sintam-se livres para discordar: é isso que faz tão legal a interação no blog. Confiram esses posts aqui abaixo, em que elogiei o brasileiro:
Não chamei o Massa de mau-caráter. Apenas fiz críticas ao comportamento dele na pista. Acho que ele tem dificuldades em aceitar a perda da posição.
Sobre a chuva: os pilotos andaram pouco tempo com a pista encharcada. Assim que a chuva torrencial caiu, o safety car entrou (volta 3) e logo depois veio a bandeira vermelha (volta 4). Quando aconteceu a relargada (volta 8), a pista já estava muito menos úmida, tanto que Massa e Alonso pararam nos boxes na 12ª volta e colocaram pneus para seco.
Os pilotos andaram, entre as voltas 12 e 53, com pista seca, 41 no total. Com pista molhada, 19, mas cinco com Safety Car. Ou seja, apenas 31,6% da corrida. Na última parada, ao contrário do que todos acham, Massa demorou 0s953 a mais que Alonso nos boxes. Tanto a Ferrari quanto a McLaren tiraram asa dos carros deles.
Pit stops de Massa na corrida (fonte: site oficial da Fórmula 1): Primeiro pit: volta 1 (pneus intermediários) Segundo pit: volta 12 (pneus de seco) Terceiro pit: volta 38 (pneus de seco) Quarto pit: volta 53 (pneus intermediários)
Tempo total de permanência na última parada (fonte: site oficial da Fórmula 1): Massa - 26s950 Alonso - 25s997
Tempo total nos boxes na corrida (fonte: site oficial da Fórmula 1): Massa: 1m51s245 Alonso: 1m51s426
As divididas do Massa não têm o mesmo valor que as do Schumacher até porque não foram em decisões de campeonato. O brasileiro, provavelmente, age por instinto e divide as curvas com mais dureza que o necessário. É o que os comentaristas de arbitragem no futebol chamam de "força desproporcional": quando o zagueiro dá um carrinho, tira a bola, mas derruba o atacante. É falta do mesmo jeito.
O duelo entre Felipe Massa e Fernando Alonso foi o grande momento do GP da Europa, realizado no último domingo, em Nürburgring. Na disputa, o brasileiro e o espanhol se tocaram e o bicampeão mundial levou a melhor. Após a corrida, eles trocaram insultos na ante-sala do pódio.
Conversava com Alexander Grünwald, que faz o ótimo Grün Blog e trabalha no SporTV, e chegamos a algumas conclusões. Este é o segundo toque entre Alonso e Massa nesta temporada. O primeiro foi no GP da Espanha (foto 1), mas neste o brasileiro não teve culpa, na minha opinião. Mas neste, no GP da Europa (foto 4), o brasileiro foi culpado sim. Ele vira o volante em direção ao carro do espanhol, o que configura sua intenção. Além disso, ele ainda mostrou total imperícia na pista úmida, ao contrário de Alonso. Não foi o acerto do carro que influiu e sim, a habilidade na chuva.
E as "Schumacadas"? As manobras do brasileiro se assemelham as de Schumacher em 1994 (contra Damon Hill – foto 3) e 1997 (contra Jacques Villeneuve – foto 2). Massa segue o exemplo do alemão que, quando não tinha condições de ganhar, tentava manobras como essas. É lamentável que o brasileiro siga por este caminho. Mas acredito que não seja por intenção ou por mau-caratismo. Ele segue, por instinto, a escola do Schumi.
O tempo fechou entre Massa e Alonso no domingo. Mas a real briga pelo campeonato é entre Hamilton e o espanhol. O novato tem apenas dois pontos de vantagem. Vários blogs já publicaram este vídeo e o Voando Baixo não podia ficar fora. Este comercial da Mercedes-Benz retrata a rivalidade entre os dois pilotos da McLaren e tem um final hilário. Confiram!
Felipe Massa e Fernando Alonso se acharam na pista nas últimas voltas da prova. O espanhol levou a melhor, mas ficou irritado. Após a prova, eles discutiram antes de ir para o pódio. Estas fotos mostram como ficou o carro do espanhol e também lances do entrevero fora das pistas. Quem está certo? Para mim, os dois estão errados em discutir depois da corrida. Incidentes dentro dos carros devem ser resolvidos na pista.
UPDATE: Meu amigo Ivan Capelli, que edita o excelente Blog do Capelli, traduziu a discussão entre Massa e Alonso em seu blog e me autorizou a publicá-la. Confiram!
"Massa e Alonso se aproximam, fazem alguns cumprimentos e o espanhol diz algo em volume baixo, de costas para a câmera. Faz gestos sobre os toques entre os dois e Felipe começa a falar mais alto: "Na briga pela posição?", e o espanhol responde: "Eu mostrei a todos os espectadores. Assista".
O brasileiro fica revoltado: "Vai à m...! Você vence e faz uma coisa dessas? Você vence e diz uma coisa dessas?". Alonso responde de forma mais dura: "Você bate em mim, você bate em todo mundo! Isso não se faz". A réplica de Felipe: "Vê se aprende!! Vê se aprende!", e sai do quadro da câmera. O bicampeão do mundo continua falando com ele: "Vê se aprende você! Bate com todo mundo, faltavam três voltas...", enquanto o piloto da Ferrari volta e senta-se em uma cadeira próxima.
Depois de alguns segundos de silêncio, fazendo gestos irônicos de concordância, Massa levanta novamente, bate nas costas de Alonso e fala algo que não pôde ser totalmente entendido, mas pareceu ser: "Como você fez na primeira corrida, na largada! Aprende, aprende!". Possivelmente, o brasileiro estava se referindo ao toque entre ambos na largada do GP da Espanha deste ano. Neste momento, Herbie Blash, delegado da FIA, se aproxima e pede calma aos dois."
Os médicos Gary Hartstein, Federação Internacional de Automobilismo (FIA), e Klaus Zerbian, do GP da Europa, aprovaram Lewis Hamilton para a corrida deste domingo. Realmente achava que o inglês não participaria da prova, visto o antecedente que tivemos neste ano no acidente de Robert Kubica. Após o forte acidente no Canadá, ele foi impedido de correr, uma semana depois, nos Estados Unidos.
Com Hamilton na pista, o panorama da corrida muda. Pela primeira vez no ano, ele terá de mostrar velocidade nas ultrapassagens, pois larga na décima posição. Essa era a grande dúvida dos fãs e dos analistas de Fórmula 1. Como o líder do campeonato vai reagir em condições adversas? O GP da Europa trará as respostas.
Conversava com um amigo, também apaixonado por automobilismo, na tarde deste sábado sobre as condições de Lewis Hamilton correr no GP da Europa, neste domingo. E chegamos à seguinte conclusão: o inglês deve ter condições de correr, mas a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) não deve liberá-lo por motivos de segurança. A decisão só sai na manhã deste domingo, por volta das 4h30m (de Brasília).
Mas também chegamos a outra conclusão, mais para uma teoria de conspiração. Esse acidente se tornou uma excelente moeda de troca para a FIA. Se Hamilton não correr, o campeonato embola de vez e a Fórmula 1 vai crescer em interesse. Então, a federação sugeriria um acordo: se a McLaren aceitar que o líder do campeonato não corra, o caso de espionagem em que ela está envolvida seria abafado. Seria uma hipótese absurda? Sabendo como funcionam os bastidores da F-1, acredito que não.
E você? Acredita nessa teoria de conspiração? Ou é viagem minha? Comente!
As novas acusações do Stepneygate começaram a complicar a McLaren. Até agora, a equipe inglesa sempre disse que não tomou conhecimento dos documentos confidenciais da Ferrari e que tinha sido apenas Mike Coughlan, amigo de Nigel Stepney, ex-chefe dos mecânicos do time italiano, que teve acesso a eles. No entanto, as novas revelações colocaram a equipe inglesa em maus lençóis.
Além de Coughlan, que teria um e-mail suspeito descoberto em seu computador pessoal, Martin Whtimarsh, braço direito de Ron Dennis, e Jonathan Neale, diretor-comercial, também teriam lido os tais documentos. E mais: se a McLaren for punida, Fernando Alonso poderia usar sua cláusula de rescisão e sair da equipe sem nenhum ônus.
A minha opinião? Ainda não acredito que alguém saia punido desta história. A McLaren deve tomar uma multa, isso é certo, mas nada além disso. Até porque a equipe inglesa e a Ferrari fizeram um acordo para apurar o assunto juntas. Vale lembrar, como vários comentaristas e blogueiros o fizeram nos últimos dias, que a Toyota sofreu com uma acusação parecida em 2003 e nada aconteceu com o time japonês.
Mas, como na Fórmula 1 as coisas mudam muito depressa, temos de ser cautelosos. O fato é que se mais acusações aparecerem, vai ficar muito feio não punir a McLaren. Sei que a categoria é um negócio, mas o lado esportivo também é muito importante para manter a empatia com o público.
O sexto "Que GP é esse?" não foi fácil. Apenas 41 de 155 internautas acertaram.
Vamos às respostas: GP do Canadá de 1981, em Montreal Piloto: Alain Prost, Renault RS30 O Professor bateu na corrida. O vencedor foi Jacques Laffite, da Ligier, seguido por John Watson, da McLaren, e Gilles Villeneuve, da Ferrari.
Eis os acertadores: Rodrigo Mattar Audi Marco (Dudu) Rezende Guilherme Cantuária Igor Marcelo Araujo Gregg Murilo Moura Luciano Barcelos Luis Baudeyens Rafael Weber Ricardo Z Ricardo Hermann Campos Paulo Py Francisco Menezes Franciscatto Serginho Mineiro Davidson C. de Oliveira Erasmo Junior Jockster Sormani Márcio Medeiros Alberto Ricardo Freire Paulo Roberto B. Barbosa Jorge Vargas Filho S Marcio Adriano Santi Antonio Tigre Ricardo Figueiredo Thiago Przybylovicz Wolf Blog F1 Grand Prix Luciano Barcelos Victor Menezes André Castro Emerson Tonieto Kleber Carvalho Charles Mendes Guimarães
Como o Pan-Americano do Rio está rolando e o tempo para atualizar o blog está curto, vou postar um vídeo para vocês. Este é de 1999, quando uma TV inglesa organizou um duelo entre um carro de rua, um Ford Focus do WRC e uma Stewart de F-1. Johnny Herbert, companheiro de Rubens Barrichello naquele ano, é quem conduz o bólido. Vale a pena conferir.
O Voando Baixo traz o sexto desafio do "Que GP é esse?". Qual o local, ano e o piloto que está na foto e seu carro? O nome do acertador (ou acertadores) será publicado nesta quinta-feira aqui no blog! Divirtam-se!
Apesar do foco principal do Voando Baixo ser a Fórmula 1, as outras modalidades a motor também tem vez. Já falamos sobre GP2 e IRL. Agora é a vez da MotoGP. Neste domingo, será realizado o GP da Alemanha, no circuito de Sachsenring. Casey Stoner, atual líder do campeonato, sai na pole e Valentino Rossi, segundo colocado, é apenas o sexto.
A briga no Mundial de MotoGP está muito boa neste ano. De um lado, temos um novato sensação chamado Casey Stoner. Nesta temporada, ele deixa o apelido de "Rolling Stoner" (pois caía muito nas categorias de base) e passa a ser conhecido como "Bridge Stoner" (uma brincadeira com a marca de pneus). Além de ter se achado, a moto da Ducati neste ano melhorou muito. Diria que é um conjunto vencedor.
Já Valentino Rossi, heptacampeão na categoria principal da motovelocidade (entre 500cc e MotoGP), sofre com uma Yamaha deficiente. A moto não tem potência e depende exclusivamente do talento do "Doutor". Em algumas pistas, como Assen, na Holanda, ele faz a diferença. Mas em pistas com retas longas, Rossi sofre contra Stoner e a Ducati. Mesmo assim, acredito em uma reação de Valentino. Só não sei se dá para beliscar outro título.
Quem leva o título da MotoGP neste ano? Rossi ou Stoner? Comente!
Conversava com o amigo Ivan Capelli, que escreve o excelente Blog do Capelli e ele me mandou esta sugestão. Um leitor dele, chamado Marcos Moura, enviou uma história em quadrinhos sobre a carreira de Ayrton Senna e ele me repassou. Achei muito interessante. É sensacional. Confira o relato do internauta:
"Fiz uma HQ experimental sobre o Ayrton Senna em flash. O roteiro se baseia na última corrida dele. Pouco antes da largada, ele conversa com um repórter e relembra toda sua carreira na Fórmula 1."
Nesta quinta-feira terminaram os testes coletivos da Fórmula 1 em Spa-Francorchamps. Assim como em quase a temporada, o equilíbrio foi constante. Na terça-feira, a McLaren foi a mais rápida, enquanto na quarta e na quinta a Ferrari dominou.
Lewis Hamilton foi o mais rápido da semana, com um tempo apenas 0s076 mais rápido do que o de Felipe Massa. Fernando Alonso ficou em terceiro e Kimi Raikkonen o quarto. Robert Kubica mostrou todo o potencial da BMW Sauber e foi o quinto. Após ele, veio Mark Webber, da RBR, a 1s086 do melhor e a 0s610 do polonês.
Outro detalhe: 24 pilotos entraram na pista, mas 25 carros registraram tempo. Como assim? Eu explico: Christian Klien treinou na terça pela Honda e na quinta pela Spyker. Em qual dos dois carros ele foi mais rápido? Pasmem: com o da equipe holandesa. Compare os tempos: 1m49s119 (Spyker) x 1m49s419 (Honda). A fase da equipe japonesa é mesmo terrível.
Confira os melhores tempos dos três dias de testes em Spa-Francorchamps:
1 - Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) - 1m46s613 2 - Felipe Massa (BRA/Ferrari) - 1m46s698 3 - Fernando Alonso (ESP/McLaren-Mercedes) - 1m47s012 4 - Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari) - 1m47s042 5 - Robert Kubica (POL/BMW Sauber) - 1m47s059 6 - Mark Webber (AUS/RBR-Renault) - 1m47s699 7 - Giancarlo Fisichella (ITA/Renault) - 1m47s724 8 - Heikki Kovalainen (FIN/Renault) - 1m47s754 9 - Ralf Schumacher (ALE/Toyota) - 1m47s787 10 - Nelsinho Piquet (BRA/Renault) - 1m47s997 11 - David Coulthard (ESC/RBR-Renault) - 1m48s243 12 - James Rossiter (ING/Super Aguri-Honda) - 1m48s287 13 - Alexander Wurz (AUT/Williams-Toyota) - 1m48s437 14 - Jarno Trulli (ITA/Toyota) - 1m48s491 15 - Sebastien Bourdais (FRA/STR-Ferrari) - 1m48s585 16 - Takuma Sato (JAP/Super Aguri-Honda) - 1m48s610 17 - Rubens Barrichello (BRA/Honda) - 1m48s704 18 - Adrian Sutil (ALE/Spyker-Ferrari) - 1m48s873 19 - Christian Klien (AUT/Spyker-Ferrari) - 1m49s119 20 - Vitantonio Liuzzi (ITA/STR-Ferrari) - 1m49s179 21 - Nico Rosberg (ALE/Williams-Toyota) - 1m49s228 22 - Christian Klien (AUT/Honda) - 1m49s419 23 - Jenson Button (ING/Honda) - 1m49s526 24 - Giedo van der Garde (HOL/Spyker-Ferrari) - 1m49s712 25 - Anthony Davidson (ING/Super Aguri-Honda) - 1m52s438
E você, o que achou dos testes em Spa-Francorchamps? Comente!
Esses três vídeos são antigos, mas valem a pena ser assistidos. Foram feitos pela 2DTV, um grupo inglês especializado em cartuns animados. Também é legal como os pilotos ingleses são ironizados, assim como o domínio de Schumacher.
Para alívio dos fãs da Fórmula 1, Spa-Francorchamps volta à categoria nesta temporada. O primeiro gostinho da tradicional pista acontece nesta terça-feira, com o primeiro de três dias de testes coletivos das equipes antes do GP da Europa, no dia 22 de julho. É o retorno de um templo da velocidade à principal categoria do automobilismo mundial.
Spa está na memória afetiva de todos os que gostam de velocidade. Quem não gosta da famosa curva Eau Rouge, que poucos pilotos conseguem percorrer de pé embaixo? Além dela, as grandes retas no meio da floresta também são muito marcantes. O hairpin após a largada, chamado de La Source, causou momentos memoráveis. Isso sem falar nas outras curvas de alta, como a Blanchimont, a Stavelot e a Raidillon.
Além disso, tivemos vários momentos memoráveis em Spa. Como esquecer a belíssima ultrapassagem de Mika Hakkinen sobre Michael Schumacher em 2000, com o retardatário Ricardo Zonta no meio dos dois? Ou o espetacular acidente na largada do GP de 1998, que envolveu 13 carros? Ou das seis vitórias de Michael Schumacher e das cinco de Ayrton Senna? O retorno de Spa-Francorchamps é uma benção para a Fórmula 1.
Repórter de Fórmula 1, Stock Car e Esporte a Motor do GLOBOESPORTE.COM desde maio de 2006. Nascido no Rio de Janeiro, formado em jornalismo na PUC-Rio, começou a cobrir eventos automobilísticos em 2004. Trabalhou dois meses no site LANCENET! e mudou-se, em seguida, para a Revista A+ do diário LANCE!, onde ficou durante um ano e dois meses.