A partir de 9h55m, acompanhe aqui o tempo real das últimas voltas do GP da Espanha. Até agora, Felipe Massa lidera, com Lewis Hamilton em segundo e Fernando Alonso em terceiro. Kimi Raikkonen já abandonou.
Felipe Massa vai largar na pole position do GP da Espanha, neste domingo. O brasileiro fez uma volta fantástica no treino classificatório e não deixou que Fernando Alonso tomasse a primeira posição. O detalhe é que o brasileiro não fez boas parciais nos dois primeiros trechos do circuito. Mas foi dois décimos mais rápido na última, o que foi decisivo na vantagem de 0s030 para o espanhol.
Para a corrida, a missão de Massa é mais complicada. A McLaren dominou todos os treinos livres e não conseguiu a pole por um detalhe. Será que Massa terá carro para segurar Alonso e Hamilton? Kimi Raikkonen, por sua vez, ainda não se entendeu com o carro e com a equipe e não deve ajudar o brasileiro.
Rubens Barrichello, por sua vez, larga na 12ª posição, sua melhor largada no ano. Quem sabe o brasileiro consiga beliscar um pontinho, já que fez boas corridas nos GPs anteriores. O carro da Honda é que não ajuda.
E você, o que acha? Felipe Massa vai vencer a segunda consecutiva? Comente!
O Voando Baixo esteve na "Galleria Ferrari", em Maranello, na Itália. Meu amigo Fabio Penna visitou o museu em suas últimas férias, e trouxe um vídeo exclusivo para o blog.
"Maranello é uma cidade muito pequena e que se concentra toda em torno da Ferrari. A equipe mantém lá sua fábrica principal e o circuito de Fiorano, para testes. A “Galleria Ferrari” foi reformada em 2004 e conta com várias raridades da história do ‘cavallino rampante’. Em frente à fabrica, a Ferrari tem uma loja oficial, que tem de tudo, inclusive peças dos carros. A mais cara delas chegava a custar 1.000 euros (aproximadamente R$ 2.800). Fiquei impressionado com os carros, aqueles que antes só tinha visto em fotos ou videogames... Agora eles estavam ali, na minha frente... Foi muito emocionante."
Notaram algo diferente no carro de Felipe Massa? Pois é, a Ferrari está usando nos testes na Espanha uma carenagem parecida com as da McLaren e da BMW Sauber. A tampa do motor é visivelmente mais alta, lembrando muito o conceito introduzido pelas duas equipes na temporada passada.
Esta é uma tônica da Fórmula 1: o que dá certo geralmente é copiado pelas equipes. Isso aconteceu com o bico tubarão lançado pela Benetton em 1991, com a lâmina elevada do aerofólio dianteiro da Ferrari de 2006 e com muitos outros casos. Se isso vai dar certo, é outra história.
A McLaren (foto ao lado), por sua vez, copiou a asa da Ferrari, mas fez inovações em cima do conceito (clique aqui e leia a matéria publicada no GLOBOESPORTE.COM). No entanto, ficou esteticamente bem feia. Pode até dar certo, mas a torcida dos amantes da Fórmula 1 é que esta novidade fique relegada ao esquecimento.
E você, o que acha das mudanças aerodinâmicas da F-1? Comente!
O game "Desafio das Pistas" já virou mania na internet. Ganhou até destaque em um fórum português, o "Autosport Clix". A brincadeira foi criada por meu amigo Alexander Grünwald, que tem o Grun Blog, em conjunto com os Blogs do Capelli e da Vanessa Riche, apresentadora do SporTV News.
Para brincar, clique na imagem abaixo e veja quantos circuitos você consegue acertar!
Como tinha prometido, aqui estão as melhores histórias sobre as vitórias de Ayrton Senna enviadas pelos leitores do Voando Baixo. Selecionei seis emocionantes relatos de internautas do Brasil e, também, de fora do país. Obrigado pela colaboração e leiam os textos!
Marivaldo Mazzucco, de Urussanga (SC) e está em Verona, Itália
Falar das vitórias de Ayrton Senna é muito difícil. Mas, para mim, a inesquecível aconteceu em 22 de junho de 1986. Naquele dia, parecia que nada poderia me fazer esquecer a tristeza da eliminação do Brasil na Copa do Mundo do México.
Eu, meu pai e minha mãe estávamos no sitio onde morávamos e assistimos juntos à partida entre Brasil e França. Horas mais tarde, veio o GP dos EUA e comecei a assistí-lo. Então, os narradores diziam que uma vitória de Ayrton Senna poderia aliviar a dor dos brasileiros. Disse para meu pai que era impossível uma vitória na Fórmula 1 ter este efeito.
Porém, quando Senna venceu e pegou a bandeira brasileira fazendo aquele gesto inesquecível, acabei esquecendo do futebol. Nunca mais perdi uma corrida, pois Senna se tornou o maior idolo para mim. Jamais existirá outro piloto igual na F-1.
Ormeo Junqueira Botelho Neto, de Petrópolis (RJ)
A corrida que poderia ser a primeira vitória de Ayrton Senna foi a mais marcante para mim. No GP de Mônaco, em 1984, ele chegou em segundo lugar pilotando uma Toleman com motor Hart, de quatro cilindros, sob uma chuva torrencial.
Quem encerrou a corrida foi o Jacky Ickx (ex-piloto de F-1). O Alain Prost venceu em uma McLaren-TAG... A corrida deveria ter sido completa, mas terminou na 31ª volta das 76 previstas. O Senna com certeza venceria! Estava em Los Angeles, li a notícia na primeira página do jornal LA News e saí comemorando ao longo da rua em West Hollywood em português. Ninguém entendeu nada... Valeu Ayrton Senna!
Joana Alencastro, de Porto Alegre (RS)
Um amigo meu, morador aqui de Porto Alegre, costumava ir com a família, sempre que possível, ver o GP do Brasil em Interlagos. E 1993 foi mais um desses anos. Coincidentemente, ele, a esposa e o filho de aproximadamente 12 anos, ficaram no mesmo setor que depois viria abaixo com a vitória do Senna. O povo invadiu a pista, e deu-se toda aquela confusão que a gente já conhece, e ele lá no meio, tentando não se perder da esposa e do filho, quando de repente ele vê o guri correndo em direção ao carro do Senna.
O menino deu um pulo, ficou em pé em cima do carro e começou a bater no capacete do Ayrton Senna (uma cena que pode ser vista em vários vídeos daquela época). Aquela foi com certeza a vitória mais marcante do Ayrton Senna pra essa família, pela proximidade que eles tiveram com o Ayrton no momento da comemoração, com toda aquela emoção do povo querendo comemorar também com ele, e também pelo fato de o filho deles ter ficado imortalizado como o menino que bateu no capacete do Ayrton Senna depois da vitória.
Gilmara de Carvalho Neder, de Salvador (BA)
Pra mim, a vitória mais marcante foi a de 28 de março de 1993 em Interlagos, São Paulo. A data é bastante marcante, pois é o dia do meu aniversário. Na época, tinha acabado de me mudar de Jacobina, no interior da Bahia, para Salvador e estava longe dos meus pais. Não tive festa de aniversário. Mas a tristeza e a carência se transformaram em total euforia com a vitória de Senna no Brasil e com o delírio de todo o público. Foi fantástico! Naquele dia, pra mim, é como se ele tivesse me homenageado!
Giba Sredni, de Israel
Tenho 36 anos e sou fã de Formula 1 desde pequeno. Tinha voltado para o Brasil em 1991, depois de ter passado um ano em Israel. Agora, moro lá desde 2000. O Grande Premio do Brasil foi em março e, na madrugada de sábado, um amigo me ligou e disse que ganhou ingressos para a corrida. Ele me perguntou se queria ir e claro que concordei. Saímos às 4h da madrugada, ficamos na reta oposta. Era um dia de sol forte e Senna liderava, com o Mansell vindo atrás. O inglês rodou e Patrese colava em Senna, veio a chuva e todos ficaram muito tensos. Mas o brasileiro conseguiu vencer. Tudo isso me marcou muito por estar lá e ver ao vivo. Ainda fui a duas corridas depois da morte do Ayrton, em 1997 e 2002, mas nenhuma será igual à de 1991.
Poliana, nos comentários do blog
A vitória no Brasil, em 24 de março de 1991, foi emocionante para ele, para os brasileiros e para mim que, oito horas após dar a luz uma menina chamada Vitória (homenagem a sua vitória aqui), estava na cama de uma maternidade gritando e chorando junto com o meu marido e uma enfermeira que estava preparando a minha filha para mamar. Pura emoção! Amo o Senna para sempre! Só tenho a lamentar quem não teve o prazer, o privilégio de ver o maior de todos correr... Como já disse Tina Turner: Simply The Best!
O Voando Baixo está fazendo uma homenagem ao tricampeão Ayrton Senna. E quero saber qual a vitória mais marcante do brasileiro na Fórmula 1. O melhor texto enviado por vocês será publicado aqui no blog na próxima terça-feira, dia 1º de maio, quando o acidente na Tamburello fará 13 anos.
Vocês poderão deixar seus textos nos comentários do blog ou mandá-los por e-mail para o endereço abaixo:
Não esqueçam de mandar seus nomes completos e cidade de onde estão escrevendo. Além de falar sobre a vitória, vocês precisam dizer porque ela é tão marcante no texto. Vale dizer onde estava no dia, com quem... Enfim, estejam livres. Aguardo os textos de vocês!
PS: Na terça-feira também contarei a minha história...
A atual temporada da Fórmula 1 tem três pilotos empatados em primeiro lugar. Fernando Alonso, Kimi Raikkonen e Lewis Hamilton marcaram 22 pontos nas três primeiras etapas. Felipe Massa está só cinco pontos atrás e Nick Heidfeld, sete. È o início de campeonato mais equilibrado desde 1950 em matéria de pontos.
Só que não é o que vemos dentro das pistas. Todas as três vitórias até agora foram por larga margem. Não tivemos nenhuma briga por posições importantes, a não ser a de Felipe Massa e Lewis Hamilton no GP da Malásia. Enquanto o campeonato está apertado, as corridas estão um pouco monótonas.
E, com isso, voltamos ao post anterior. A Fórmula 1 necessita de mudanças para aumentar o equilíbrio dentro das pistas. Neste ano, a pole position será uma grande vantagem. Com os pneus mais duros e a alta carga aerodinâmica, as ultrapassagens se tornaram quase impossíveis. Salvo algumas exceções, esta deverá ser a tônica para as próximas provas.
Flavio Briatore, chefe de equipe da Renault, reclamou do formato atual das corridas de Fórmula 1. Segundo ele, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) pensa apenas no lado ambiental e esquece o entretenimento. Ele propõe que cada fim de semana tenha duas corridas, nos moldes da GP2, com o reabastecimento proibido durante elas.
Discordo frontalmente da opinião dele. Primeiro, porque o formato da Fórmula 1 não muda desde 1950 e agrada a todos do público. Além disso, a existência de duas corridas atrapalharia as TVs do mundo inteiro, que seriam obrigadas a reservar dois horários para as provas. E tornaria a Fórmula 1 muito próxima das categorias de base. Um dos atrativos da categoria são as corridas longas, de 1h30m. Se houver mudanças, o público pode ser o maior prejudicado. E ainda facilitaria a vida dos novatos, em detrimento aos pilotos mais experientes.
Para trazer de volta a emoção para a Fórmula 1 são necessárias medidas simples. Concordo apenas com a proibição do reabastecimento, que acabaria com os jogos de tática nos boxes e obrigaria os pilotos a serem mais agressivos. Outra boa medida seria a volta dos pneus slick, totalmente lisos, que aumentariam a aderência. Mas, para ter eficiência nas medidas, a aerodinâmica precisaria ser limitada. Com isso tudo, a F-1 voltaria a ser equilibrada e com boas disputas.
Daniel Serra (à esq.) e Ricardo Maurício na entrevista coletiva após a prova. O piloto da RBR largou na pole e chegou em terceiro, enquanto o da A. Mattheis venceu a prova.
Repórter de Fórmula 1, Stock Car e Esporte a Motor do GLOBOESPORTE.COM desde maio de 2006. Nascido no Rio de Janeiro, formado em jornalismo na PUC-Rio, começou a cobrir eventos automobilísticos em 2004. Trabalhou dois meses no site LANCENET! e mudou-se, em seguida, para a Revista A+ do diário LANCE!, onde ficou durante um ano e dois meses.